Amamentação infantil evolui no Brasil na última década, mas pandemia reduziu doações de leite

Amamentação infantil evolui no Brasil na última década
Imagem de Alfonso Cerezo por Pixabay

Um estudo do Ministério de Saúde divulgado nesta terça-feira (4), durante a Semana Mundial de Incentivo ao Aleitamento, mostrou que a amamentação infantil evoluiu no Brasil na última década. Segundo o jornal O Globo, o índice de aleitamento materno cresceu expressivamente desde 2006.

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O Estudo Nacional de Alimentação e Nutrição Infantil (Enani) revelou que, atualmente, 60% dos bebês de até quatro meses no país recebem amamentação exclusiva, o que representa um aumento de 15 vezes no período, assim como 45,7% dos bebês de até seis meses – um avanço de 8,6 vezes. Além disso, mais da metade (53%) das crianças brasileiras é amamentada ao longo do primeiro ano de vida. Vale lembrar que a Organização Mundial de Saúde (OMS) recomenda que as crianças de até seis meses recebam amamentação exclusiva.

A pesquisa domiciliar coletou informações de quase 15 mil crianças de todo o País entre fevereiro de 2019 e março deste ano. Além de questionários, foram realizadas uma avaliação antropométrica e a coleta de sangue de crianças menores de cinco anos para a análise do estado nutricional e deficiências nutricionais.

Para os especialistas, entre as ações que tiveram impacto positivo na amamentação infantil no Brasil estão a ampliação de políticas públicas de incentivo e apoio às mães e a realização de campanhas informativas. A implementação de 220 bancos de leite humano e do método canguru e a ampliação da licença-maternidade para seis meses também contribuíram para a melhora nos índices.

Segundo a pediatra Ana Demier disse ao jornal, os números mostram um avanço importante, apontam que as políticas públicas são fundamentais e funcionam e que, apesar dos desafios do país, precisam ser ampliadas e chegar em diversas camadas sociais, os mais pobres, que têm maior dificuldade de acesso a informações e também serviços do governo.

A pandemia do novo coronavírus tem gerado impacto nos índices de aleitamento materno. A doação de leite materno, por exemplo, foi uma das áreas afetadas. O jornal aponta que houve queda em diversas regiões, segundo dados da Rede Brasileira de Bancos de Leite Humano da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz). A entidade, entretanto, diz que os índices têm se normalizado após campanhas massivas de conscientização.