Bebê nasce segurando DIU que estava no útero da mãe

Depois de uma gravidez inesperada, uma mãe foi surpreendida novamente quando seu bebê nasceu segurando o DIU (dispositivo intrauterino) que estava em seu útero. O caso curioso aconteceu na clínica Hai Phong International Hospital, na cidade de Hai Phong, no norte do Vietnã, e foi reportado pelo jornal britânico “Mirror“.

Bebê nasce segurando DIU que estava no útero da mãe
Imagem: CEN/@khoasan2BVDKQT

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A obstetra Tran Viet Phuong explicou que o dispositivo saiu quando o bebê nasceu. “Após o parto, achei interessante ele segurar o dispositivo, então tirei uma foto. Nunca pensei que fosse receber tanta atenção”, afirmou a médica à imprensa local.

Embora o caso vivido por essa família no Vietnã seja raro, especialistas explicam que não é impossível de acontecer. No ano passado, um caso semelhante aconteceu com um bebê americano, que nasceu com o DIU preso nos cabelos.

Na época, a médica Ana Paula Mondragon, da clínica Premium Life, afirmou ao Cabeça de Criança que, em tese, o DIU não fica em contato com o bebê, que está protegido dentro da bolsa amniótica. “Quando o bebê nasce, o DIU sai junto com a placenta”, diz. Mas, naquele caso, o bebê poderia ter tido contato com o DIU no momento do parto.

Segundo a ginecologista e obstetra Mariana Rosário, do Hospital Albert Einstein, também consultada na época do nascimento do bebê americano, uma outra possibilidade é que o DIU tenha perfurado a bolsa durante o desenvolvimento e chegou até o bebê. “Nesse caso a perfuração pode ter sido pequena e não chegou a vazar líquido, e o próprio útero acaba tamponando o buraquinho”, afirmou a médica na ocasião.

Aos 34 anos, a mãe do recém-nascido vietnamita já tinha dois outros filhos e tinha inserido o DIU dois anos antes para evitar uma nova gravidez. No entanto, o sistema contraceptivo pode ter se tornado ineficaz após um deslocamento de sua posição original.

Bebê nasce segurando DIU que estava no útero da mãe
Imagem: CEN/@khoasan2BVDKQT

Existem dois tipos de DIU: o de cobre, que elimina o espermatozoide e tem uma durabilidade de até 10 anos, e o hormonal, de progesterona, que engrossa o muco cervical para impedir a passagem do espermatozoide e afina o endométrio para que o embrião não consiga se fixar nele. Este costuma durar até cinco anos.

Apesar de ser um dos métodos anticoncepcionais mais eficazes que existem, o DIU também pode falhar. E isso é mais comum no uso do dispositivo de cobre do que no uso do dispositivo de progesterona, segundo a ginecologista Mariana Rosário.