Mel pode ser melhor para tratar tosse do que antibióticos

Mel pode ser melhor para tratar tosse do que antibióticos
Imagem de Phichit Wongsunthi por Pixabay

Mel pode ser melhor para tratar tosse e resfriado do que antibióticos, aponta um estudo publicado por cientistas da Universidade de Oxford na EBM. Os pesquisadores sugerem que os médicos recomendem o produto aos pacientes como alternativa aos medicamentos tradicionais, pouco eficazes para tratamento de infecções no trato respiratório superior.

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Usado como tratamento caseiro há décadas, o mel é um produto é barato, facilmente disponível e praticamente não tem efeitos colaterais. Mas há uma exceção: não se deve oferecer mel a crianças menores de um ano de idade, pois há risco de desenvolvimento de botulismo, causado pela bactéria Clostridium botulinium. O sistema gastrointestinal dos pequenos ainda não está completamente desenvolvido e não consegue eliminar a bactéria, diferentemente de crianças maiores e adultos.

Diante da falta de conclusões científicas sobre a atuação do mel contra tosse e resfriado, os pesquisadores analisaram 14 ensaios clínicos, com 1.761 participantes, comparando a substância com com outros tratamentos mais usuais — principalmente anti-histamínicos, expectorantes, antitussígenos e analgésicos.

Os dados indicaram que o mel foi mais eficaz do que antibióticos para melhorar os sintomas, especialmente a frequência e a gravidade da tosse. Dois estudos mostraram uma redução de um a dois dias dos sintomas entre os pacientes que foram tratados com mel. Mas os Hibatullah Abuelgasim, da Escola de Medicina da Universidade de Oxford, e Charlotte Albury e Joseph Lee, do Departamento de Ciências da Saúde de Atenção Primária de Nuffield, são cautelosos.

Os cientistas apontam que o mel não é um produto uniforme e que ainda faltam estudos mais abrangentes e confiáveis para chegar a conclusões definitivas sobre a atuação da substância contra infecções respiratórias.