OMS, Unicef e Unesco pedem aos governos que reabertura das escolas seja prioridade

OMS, Unicef e Unesco pedem aos governos que reabertura das escolas seja prioridade
Imagem de Alexandra_Koch por Pixabay

A OMS, o Unicef e a Unesco pediram que a reabertura das escolas seja tratada como prioridade pelos governos. De acordo com as entidades, não há evidências de que a retomada das aulas presenciais tenha agravado a transmissão da covid-19. A recomendação faz parte de um novo guia publicado na última segunda-feira (14), segundo o colunista Jamil Chade, do UOL.

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“Em geral, a maioria das evidências de países que reabriram escolas ou nunca as fecharam, sugere que as escolas não foram associadas a aumentos significativos na transmissão comunitária”, declarou a OMS. Para a organização, algumas exceções alertam para a necessidade de medidas de proteção para evitar a disseminação do novo coronavírus.

“Na linha de frente de todas as considerações e decisões deve estar a continuidade da educação das crianças para seu bem-estar geral, saúde e segurança. No entanto, todas as decisões terão implicações para as crianças, pais ou cuidadores, professores e outros funcionários e, mais amplamente, para suas comunidades e sociedades”, diz o novo guia.

Os órgãos enfatizam que a reabertura das escolas precisa seguir um planejamento estratégico e, pela primeira vez, defende que as diferentes faixas etárias dos alunos sejam usadas como critério. A OMS cita os impactos negativos do fechamento das instituições na saúde, educação e desenvolvimento infantil, na renda familiar e na economia em geral.

“Os governos nacionais e locais devem considerar priorizar a continuidade da educação, investindo em medidas abrangentes e em várias camadas para evitar a introdução e maior disseminação do SARS-CoV-2 em ambientes educacionais, enquanto também limitam a transmissão em toda a comunidade”, defendeu.

Segundo a OMS, estudos sugerem que a introdução do vírus em ambientes escolares começou, geralmente, com adultos infectados. “A transmissão entre funcionários foi mais comum do que a transmissão entre funcionários e alunos, e a transmissão entre alunos foi rara”, apontou.