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5 dicas de presentes baratos e infalíveis para bebês recém-nascidos

Vai visitar o bebê de algum amigo ou parente, não quer gastar muito e não tem a menor ideia do que dar de presente?

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Eis uma lista de objetos úteis, práticos e acessíveis, com grande potencial de agradar a qualquer mãe e pai de um recém-nascido. Boas compras!

Dicas de presente para bebês

1 – Body ou macacão básico
Todo bebê, sem exceção, usa body e macacão. Se você está completamente por fora do universo infantil, eu explico: body é essa peça da foto, como se fosse uma camiseta que é abotoada embaixo. Ele é mais confortável do que blusas comuns porque não sai do lugar nem levanta, mantendo o bebê bem agasalhado. Nos primeiros meses de vida, os constantes vazamentos de xixi e cocô na roupa, sem contar o leite regurgitado, exigem muitas trocas de roupa. Isso significa que os pais de um recém-nascido precisam de um bom arsenal de bodies e macacões básicos.

Escolha uma peça feita com tecido macio, molinho, que estique. Não compre se achar o pano “duro” e pouco maleável – esses são bem chatinhos de por e tirar no bebê. Nessa fase, quando mais básico, melhor: exclua aqueles com golas, bordados, apliques etc. Macacões com zíper são mais prático dos que os de botão. E atente também para a época do ano. Exemplo: se o bebê nasceu no inverno, compre um body de manga comprida ou um macacão de soft ou plush, tecidos mais quentinhos. Ou compre peças mais leves em tamanho maior, para serem usadas quando o clima esquentar. A marca preferida aqui em casa é americana Carter’s, que é vendida em algumas lojas brasileiras (se você puder comprar nos EUA, ou encomendar com alguém, vale muito a pena. São peças boas, bonitas e baratas). Lojas de departamento como Renner e C&A oferecem boas opções nacionais.

Dicas de presentes para bebês

2 – Brinquedos de pendurar
São ótimos para colocar no carrinho ou bebê conforto. Caso o passeio não seja suficiente para entreter o bebê, esses brinquedinhos ajudam a distrair a criança enquanto os pais fazem compras ou almoçam.

Dicas de presente para bebês

3 – Mordedores
São super úteis para quando o bebê começa a colocar objetos na boca e quando as gengivas coçam, sinal de que o primeiro dentinho vem por aí. Os que vêm com água dentro podem ser colocados dentro da geladeira: a sensação de frescor ajuda ainda mais a aliviar a coceira.

Dicas de presente para bebês

4 – Livros
Não, não é cedo para presentear com livros. Com poucos meses de vida o bebê já vai começar a se interessar pelas formas e cores. As melhores opções nessas fases são os de tecido ou papelão grosso, que não rasga fácil. Os livrinhos de plástico e borracha, que podem ser levados para a criança brincar no banho, também costumam agradar.

Dicas de presente para bebês

5 – Kit de higiene
Se nenhuma das sugestões anteriores te convenceu, compre ou monte um kit com shampoo, sabonete, hidratante, toalhinhas umedecidas e pomada anti-assadura. Não tem erro, todo bebê usa toneladas desses produtos ao longo da vida. Algumas marcas testadas e aprovadas aqui em casa: Johnson, Granado, Boticário, Bebê Natureza e Huggies Turma da Mônica.

Fotos: Juliana Tiraboschicopyright_5

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Mitos e verdades sobre amamentação

Bebe amamentando

É um consenso: o aleitamento materno é importante para a saúde e o desenvolvimento do bebê. Amamentar evita infecções e problemas respiratórios, reduz o risco de alergias e obesidade, nutre a criança por completo e fortalece o vínculo entre mãe e filho. Mas muitas dúvidas sempre povoam as mentes das mães de primeira viagem.

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O Cabeça de Criança esteve com a pediatra Luciana Herrero, consultora internacional em amamentação e gestora do Instituto Aninhare, que promove cursos e palestras para pais e empresas, para desvendar algumas das dúvidas mais frequentes que envolvem o aleitamento materno. Para a médica, o ideal é que a mãe se prepare para amamentar desde a gestação. “A confiança vem quando a mulher busca aprendizado antes mesmo do nascimento do bebê”, diz.

Luciana está lançando o livro “O Diário de Bordo do Parto” (Editora Aninhare), que tem como objetivo ajudar as mulheres a escolherem e planejarem a maneira como trarão seus filhos ao mundo.

Saiba o que é mito e o que é verdade no universo da amamentação:

Estresse emocional afeta a produção de leite
Verdade. A amamentação depende de dois hormônios, a prolactina e a ocitocina. A primeira estimula a produção do leite, enquanto a segunda é responsável pela descida do líquido até o mamilo. O estresse pode afetar a produção de ocitocina, consequentemente atrapalhando a amamentação. “O fator psicológico tem um efeito concreto na amamentação”, diz Luciana Herrero.

O leite materno pode ser “fraco”
Mito. O leite materno é composto de 97% de água. Se comparado com o leite de vaca, ou com as fórmulas, ele parece menos denso. Ele é facilmente digerido, e portanto o bebê alimentado com ele pode sentir fome mais rapidamente do que um que ingere leite artificial. Mas isso não significa que o leite materno não seja nutritivo. Pelo contrário. Ele é o único capaz de transferir anticorpos da mãe para o bebê. O leite no início de uma mamada, chamado de “anterior”, é mais “aguado”, mas contém vitaminas, minerais e anticorpos. Após alguns minutos, o leite chamado “posterior” começa a descer. Este é rico em gordura e vai fazer com que o bebê sinta-se satisfeito e ganhe peso. Por isso, é importante oferecer um seio por mamada e trocar de lado apenas quando a primeira mama for esvaziada.

O peito pode empedrar nas primeiras semanas
Verdade. Nos primeiros dias após o nascimento do bebê, o organismo ainda não sabe qual será a demanda da criança, portanto as glândulas mamárias podem produzir leite em excesso. Se o leite empedrar, deve-se fazer a ordenha manual para retirar o excesso, e não usar bombas elétricas (veja vídeo abaixo para saber como fazer a  ordenha). É importante que a mulher aprenda essa técnica ainda durante a gestação, para estar preparada caso precise utilizá-la.

A ordenha manual ajuda na “pega” do bebê
Verdade. Principalmente nas primeiras duas semanas, é importante checar antes de cada mamada se o peito está flexível. Se estiver muito cheio e duro, o bebê terá dificuldade na “pega”, que é o encaixe da boca no peito, o que provoca dor para a mãe e pode até causar rachaduras no bico do seio. A solução está na ordenha manual, um procedimento para retirar o excesso de leite. Veja o vídeo abaixo para aprendê-la.

 

Alimentos como canjica e milho aumentam a produção de leite
Mito. Nenhum alimento é capaz de aumentar a produção de leite. O que ajuda de verdade é beber bastante água, ter uma alimentação saudável, descanso, tranquilidade, acolhimento e apoio da família e do pai da criança.

Cerveja preta aumenta a produção de leite
Mito. O efeito relaxante da bebida até pode ajudar na produção de leite por reduzir o estresse, mas o álcool é totalmente contraindicado para as mulheres que amamentam.

Chocolate provoca cólicas em todos os bebês
Mito. Alguns alimentos ingeridos pela mãe podem provocar desconforto intestinal nos filhos, mas não há uma regra, a não ser em casos específicos de intolerância, quando por exemplo a criança tem alergia à proteína do leite de vaca (APLV). O ideal é que a lactente observe a reação do bebê quando ela comer algo diferente do habitual. Mas é bom lembrar que muitas vezes o choro que parece ser de cólica pode ser causado por outros motivos, e que muitos bebês sentirão dores abdominais independentemente do que a mãe comer, pois esse processo faz parte do amadurecimento do trato gastrointestinal.

Peito pequeno produz menos leite
Mito. O tamanho dos seios é determinado pela quantidade de gordura, mas as células produtoras de leite, as glândulas mamárias, e os ductos por onde o líquido passa, são iguais para todas as mulheres. Quanto mais a mama for sugada, mais leite produzirá.

Cirurgia de redução das mamas pode atrapalhar a amamentação
Verdade. As glândulas mamárias podem ter sua quantidade diminuída nas cirurgias redutoras. É possível amamentar após um procedimento desse tipo, mas talvez a mãe precise de ajuda extra, como a relactação. Essa técnica consiste em usar uma sonda fina colada junto ao seio e conectada a um recipiente com leite artificial (fórmula). Quando o bebê mamar, ele vai sugar o peito e a sonda ao mesmo tempo. Isso serve para que ele se mantenha bem alimentado, caso a produção de leite da mãe seja insuficiente, sem deixar de estimular o seio. Quanto mais ele sugar, mais as mamas produzirão leite.

A mulher que amamenta está protegida de engravidar novamente 
Mito. A proteção só acontece se a mãe estiver amamentando exclusivamente no peito e em intervalos de até 3 horas, inclusive de madrugada. Se algumas mamadas forem mais espaçadas, a mulher pode ovular, mesmo se não estiver menstruando. Ou seja, o método não é 100% eficaz e a lactente corre sim o risco de engravidar se não usar preservativos ou adotar outro método contraceptivo, como DIU, implantes ou pílulas. Mas as pílulas comuns não devem ser usadas, pois podem alterar a produção de leite e transferir hormônio feminino, o estrogênio, para o bebê. Existem medicamentos específicos para essa fase, compostos apenas de progestagênio, que não interferem na amamentação. O ideal é decidir com o ginecologista qual método adotar.

Exercício seca o leite 
Mito. Atividade física não reduz a produção de leite. Se o exercício for muito intenso, a mulher pode produzir ácido lático em excesso, o que altera o sabor do leite. Mas a atividade tem de ser muito extenuante para isso acontecer.

Se a mulher não produz colostro durante a gestação, vai ter problemas para amamentar
Mito. Colostro é um tipo de leite produzido pelas mamas antes do leite de fato começar a descer. Algumas mulheres secretam esse líquido durante a gravidez. A ausência dele durante a gestação não indica que a mãe terá dificuldades na amamentação depois que o bebê nascer.

Toda mulher é capaz de produzir leite.
Verdade. A primeira descida do leite, a chamada “lactogênese primária”, acontece com todas as mães. A manutenção dessa produção é outra história e depende de vários fatores, como o estado emocional da mulher.

As mulheres que passam por cesárea podem demorar mais para produzir leite.
Verdade. O trabalho de parto é importante para o corpo saber que está na hora de começar a produzir leite. Portanto, mesmo nos casos em que a mãe opta pela cesárea, é importante pelo menos esperar as primeiras contrações, se for possível.

Dar mamadeira pode atrapalhar a amamentação.
Verdade. Além da mamadeira exigir menos esforço do que o peito, a maneira de sugar um bico artificial é diferente de mamar no seio. Portanto, misturar a mamadeira com peito pode causar a chamada “confusão de bicos”, que pode acarretar no desmame do peito. Há bebês que alternam o peito e a mamadeira sem problemas, mas essa é a exceção.

 

 

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6 dicas para viajar com crianças

Viagem com crianças

Conhecer novos lugares é uma das maneiras mais divertidas e compensadoras de passar um tempo com os filhos. Novos sabores, cheiros, paisagens, pessoas, animais…tudo isso é estímulo para os pequenos e rende memórias incríveis para a família.

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Incentive seu filho a desenhar

Mas viajar com criança dá trabalho. Veja algumas dicas para facilitar a tarefa de organizar uma escapada com os filhos.

1 – Decida o tipo de viagem que você quer fazer
Viajar com criança pequena é cansativo. Por isso, avalie se você está disposto a encarar um voo longo ou muitas horas de estrada, ou se vale mesmo a pena ir para um destino difícil de chegar. Se o seu estilo de viagem está mais para bater perna nas cidades ou fazer vários passeios, pense se você vai ter o mesmo pique para fazer tudo isso com as crias a tiracolo. Saiba que você vai ter que respeitar o ritmo das crianças e talvez não consiga visitar todas as atrações desejadas. Se o intuito for descansar, considere pesquisar pacotes para resorts all inclusive, mesmo se o seu estilo de viajante não seja ficar parado em um lugar só. Há vantagens nessa modalidade: você não precisa se preocupar com as refeições dos pequenos (geralmente esses estabelecimentos têm cardápios pensados para eles) nem com gastos extras. Além disso, esse tipo de hotel costuma ter atividades com monitores e espaços especiais para as crianças, como piscina infantil, parquinho e brinquedoteca. Pode não resultar na viagem mais emocionante da vida, mas a diversão é garantida.

2 – No avião
Tenha à mão um frasco de soro fisiológico para pingar no nariz das crianças durante o voo e combater a secura do ar das aeronaves. Outra dica é oferecer o peito ou a mamadeira para os bebês na decolagem e no pouso. O ato de sugar ajuda a amenizar dores de ouvido. Leve água para a mamadeira numa garrafinha, para não ter de depender de esperar que os comissários tragam para você. Mas leve uma garrafa lacrada, para não ter problemas no embarque. Tenha também na mala de mão remédios prescritos pelo pediatra para dores e enjoos. Brinquedos, vídeos no celular ou no tablet e papel para desenhar ajudam a distrair. Leve giz de cera para pintar, pela praticidade: canetinhas mancham tecidos e lápis precisam ser apontados.

3 – No carro
Não se esqueça de levar água e algum petisco para beliscar. Leve também mantinhas ou protetores para prender na janela e barrar o sol e uma almofada de pescoço para a criança. Outro item útil para se ter à mão é o lenço umedecido: serve para limpar as mãos antes e depois de comer ou para conter qualquer sujeira que caia no carro, como um suco derramado.

4 – Na mala
Leve um frasco pequeno com sabão líquido para roupas. Você pode lavar algumas peças no local e economizar na quantidade de itens na mala. Detergente de louça, pano de prato e escova para mamadeira, para limpar os utensílios da criança, também são úteis. Pacotes de fralda ocupam muito espaço, então abra-os e espalhe as fraldas pela mala. Leve mosquiteiro para berço se for para a praia ou campo.

5 – Praia e piscina
Leve fraldas para piscina e boias. Para os bebês que ainda não usam as de braço, existem as “boias fralda”, nas quais a criança fica sentada. Vale a pena também levar uma pequena piscina inflável. Ocupa pouco espaço e é útil para levar para a praia se você tiver um bebê pequeno, que ainda não vai aproveitar o mar, mas pode se divertir com um pouco de água na piscininha. Baldinho e pá também são hits para brincar na areia, as crianças amam, vale a pena separar um espaço na mala para eles. Não se esqueça do chapéu/boné, protetor solar e repelente (de acordo com a indicação do pediatra). Experimente diferentes modelos de chapéu para escolher um que fique firme na cabeça da criança. Uma boa pedida são os bonés com abas laterais, que protegem bem o rosto (como o azul da foto abaixo).

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6 – Farmacinha
Antes de viajar converse com seu pediatra e peça uma lista de todos os remédios que você deve levar (analgésico, antitérmico, pomada para picada de inseto, antialérgico etc.) e peça orientação sobre o que fazer em casos de emergência. Também não custa pesquisar antes quais são os hospitais mais próximos do hotel e checar se o seu plano de saúde cobre atendimento no destino.

E você, tem outras dicas? Compartilhe nos comentários.

Fotos: Juliana Tiraboschi / Todos os direitos reservados

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Os desafios e alegrias de criar filhos gêmeos

Quem acompanha o Cabeça de Criança já sabe que eu sou mãe de gêmeos, o Francisco e a Manuela, de um ano e cinco meses.

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No último dia 20 fiz uma participação no programa de maternidade do Terra TV contando como tem sido a minha experiência no universo dos múltiplos. O programa trouxe um bate-papo com a psicóloga Liana Kupferman, que estuda gêmeos desde 2004, e com a empresária Sabrina Schvarcz, mãe de trigêmeas.

As convidadas falaram sobre gestação, o preparo para receber os bebês múltiplos em casa e sobre a importância de saber aceitar ajuda.

Também discutiram como estimular a individualidade das crianças gêmeas, por exemplo separando-as de classe na escola e incentivando-as a praticar atividades diferentes e explorando os talentos de cada uma.

Liana Kupferman também falou sobre como os gêmeos se percebem como múltiplos e como vêem as semelhanças e diferenças em relação ao irmão.

As convidadas também deram dicas de etiqueta para evitar gafes, como não chamar os múltiplos de “gêmeos”, sem identificar quem é quem, perguntar se a gestação foi natural ou por tratamento ou comparar personalidades e rotular as crianças.

Clique aqui para assistir ao programa na íntegra: