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Lugar de criança é na rua

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Na semana passada o jornal Folha de São Paulo publicou uma entrevista com a urbanista espanhola Irene Quintáns a respeito da importância de caminhar na rua para o desenvolvimento infantil.

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Irene define a rotina da maior parte das crianças moradoras de grandes cidades como viver em “caixinhas”. Os pequenos saem de casa, que é uma caixinha, entram no carro ou na perua escolar, que é outra caixinha, e vão para a escola, que é uma outra caixa. Lá, muitas vezes têm pouco tempo para brincar livremente ou fazer atividades ao ar livre. Depois da escola, voltam para dentro de casa e continuam em um ambiente fechado.

Segundo a urbanista, caminhar na rua traz muitos benefícios, como combate ao sedentarismo, exposição à luz solar, consciência sobre problemas sociais, sensação de pertencimento e despertar da vontade de cuidar do próprio bairro e da cidade e aguçamento da percepção visual e da noção de espaço.

Na edição de hoje do mesmo jornal, a psicóloga Rosely Sayão faz coro a Irene e defende que a criança ocupe espaço nas ruas. E o primeiro passo para isso é o caminho até a escola. “No trajeto de casa para a escola de carro, eles (as crianças) não têm a oportunidade de conhecer a cidade com mais intimidade com seus habitantes, tão diversos! Ficam imersos em um mundo irreal, uniforme, que nunca irão encontrar quando crescerem e tiverem autonomia para ir e vir”, afirma.

Rosely menciona também um projeto bem bacana, o “Carona a Pé”, que tem como objetivo reunir grupos de crianças que moram próximas para caminharem juntas até a escola, com o acompanhamento de um ou mais adultos responsáveis por elas, que se revezam nessa função.

Concordo plenamente com as duas. Acho super importante que as crianças tenham esse contato com a rua, com a cidade, com as pessoas, por todos esses motivos citados. Esse foi um dos quesitos que mais pesaram na escolha da escola dos meus filhos: a curta distância entre ela e a nossa casa, justamente para podermos ir a pé.

Andando a pé as crianças observam o mundo e interagem com outras pessoas. Nós conhecemos todas as lojas e comerciantes do nosso pedaço, paramos para conversar, brincamos com os cachorros que passeiam e com os bebês nos carrinhos. Os pequenos reparam nas árvores, nas folhas, nos buracos, bueiros, pegam florzinhas para levar para as professoras e até conseguem observar insetos como borboletas, abelhas, besouros, formigas…antes de ter filho eu nem reparava nessas coisas.

Acredito no que Irene diz, que se a criança não se sente pertencente ao seu bairro e à cidade, é mais difícil ensinar noções de cidadania e até coisas simples, como não jogar o lixo na rua. A urbanista não gosta que digam que a criança é o cidadão do futuro, já que ela é um cidadão de hoje, de ontem e de amanhã.

Assino embaixo e pretendo continuar caminhando cada vez mais com meus filhos. Se você não tem essa opção de colocar os filhos em uma escola bem próxima de casa, que tal andar com eles na rua em outros momento, ou nos finais de semana?

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Deixar ou não o bebê chorar?

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Se você é mãe ou pai, é bem provável que já tenha ouvido alguém te aconselhar a não dar muito colo para o seu bebê, para ele não ficar “mal acostumado”. Ou para não pegar seu filho imediatamente quando ele começa a chorar, pois ele precisa “aprender a esperar”.

Esse é um dos temas mais polêmicos da maternidade: deixar ou não o bebê chorar?

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Para o pediatra espanhol Carlos Gonzalez, um dos mais conhecidos do mundo, a resposta é um sonoro “não!”. O médico estará em São Paulo para um dia inteiro de palestras no próximo sábado, dia 19. Durante o encontro, o médico vai falar sobre as necessidades afetivas da criança e sobre alimentação infantil. Clique aqui para ver a programação e consultar os valores dos ingressos.

Gonzalez é um dos maiores defensores atuais da “criação com apego”, um estilo de criar os filhos que preconiza muito contato físico e um relaxamento nas regras, proibições e imposição de limites na maternidade.

Para conhecer sua linha de pensamento, a melhor porta de entrada é o livro “Besame Mucho” (Editora Timo), lançado em 2015 no Brasil. Gonzalez acredita que nossa sociedade moderna é muito pouco tolerante às mães e às crianças, e desenvolve seu raciocínio em torno dos três grandes grupos de tabus modernos em relação à criação dos filhos:

1 – Os relacionados com o choro: é proibido dar atenção a crianças que choram, pegar-lhes no colo e dar-lhes aquilo que querem.

2  – Os relacionados com o sono: é proibido fazer as crianças dormirem no colo ou mamando, cantar ou embalá-las para que adormeçam. Também é proibido dormir com elas.

3 – Os relacionados com a amamentação materna: é proibido amamentar a qualquer momento, em qualquer lugar; ou amamentar uma criança muito crescida.

Conforme aponta o pediatra, esses tabus têm uma coisa em comum: proíbem o contato físico entre mãe e filho.

Segundo Gonzalez, em uma situação normal, quando a mãe desfruta da liberdade de cuidar do filho como julga melhor, o bebê chora pouco e, quando chora, a mãe sente pena e compaixão. Mas quando a proíbem de pegar o filho no colo e dormir com ele, amamentá-lo ou consolá-lo, a criança chora mais e a mãe vive esse choro com impotência e, em longo prazo, com raiva e hostilidade.

“Todos estes tabus e preconceitos fazem as crianças chorar e também não fazem os pais felizes. A quem satisfazem então? Talvez a alguns pediatras, psicólogos, educadores e vizinhos que os defendem? Eles não têm o direito de lhe dar ordens, de lhe dizer como deve viver a sua vida e tratar o seu filho”, defende o pediatra.

Para Carlos Gonzalez, ninguém vai “estragar” os filhos se derem muito colo a eles, os consolarem quando estiverem tristes, não importa o motivo, ou os deixarem dormir na mesma cama. Pelo contrário, essas atitudes ajudariam a criar crianças mais seguras.

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Gonzalez explica, em “Besame Mucho”, que o imediatismo é uma das características do

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O pediatra Carlos Gonzalez

choro infantil que surpreende e aborrece algumas pessoas. Afinal, basta deixar o bebê no berço que ele começa a chorar como se o estivessem matando. “Para alguns especialistas em educação, esta constitui uma característica desagradável do caráter infantil e o objetivo é vencer o seu egoísmo e teimosia , ensinar-lhe a atrasar a satisfação dos seus desejos.”, diz.

Mas o choro imediato é o comportamento que a seleção natural favoreceu durante milhões de anos, porque facilita a sobrevivência. “Numa tribo, há 100.000 anos, se um bebê separado da mãe chorasse imediatamente e a plenos pulmões, a mãe provavelmente iria buscá-lo de imediato (…) o choro do filho desencadeava nela um impulso forte, irresistível, de acudi-lo e confortar. Mas se um bebê se mantivesse calado durante quinze minutos e depois começasse a chorar baixinho e apenas chorasse a plenos pulmões ao fim de duas horas, a mãe podia encontrar-se já demasiado longe para o poder ouvir. Esse grito tardio já não teria qualquer utilidade para a sua sobrevivência”, afirma o pediatra.

Ora, um bebê é muito pequeno para saber se sua mãe vai voltar ou não quando essa sai do seu quarto e o deixa no berço sozinho. “O seu comportamento automático, aquele que herdou dos seus antepassados ao longo de milhares de anos, será começar a pensar sempre no pior. Cada vez que se separa de você, seu filho irá chorar como se a separação fosse para sempre.”, diz Gonzalez.

Tudo bem, não vivemos mais em tribos e um bebê deixado sozinho em um berço não corre o risco de ser devorado por um predador. Mas o comportamento instintivo permanece. “Quando a leitora deixa o seu filho no berço, sabe que ele não vai passar frio ou calor, que o teto o protege da chuva e as paredes, do vento, que não será devorado por lobos ou por ratos, nem picado por formigas; sabe que estará apenas a alguns metros, no quarto ao lado, e que acudirá prontamente ao menor problema”, diz Gonzalez. Mas o bebê não sabe disso, explica o pediatra, e reage exatamente como teria reagido um bebê do Paleolítico. “O seu pranto não responde a um perigo real, mas a uma situação, a separação, que durante milênios significou invariavelmente perigo”, diz.

À medida que vai crescendo, afirma o médico, o seu filho irá aprendendo em que caso a separação comporta um perigo real e em que caso não tem qualquer importância. A criança poderá ficar tranquilamente em casa enquanto a mãe ou o pai vai às compras, mas começará a chorar se estiver perdido no supermercado. “Mas não será porque você, seguindo os conselhos de um livro qualquer, lhe ensinou a adiar a satisfação de seus caprichos”, afirma Gonzalez.

É claro que existem profissionais que pensam de forma diferente e acreditam que deixar o bebê chorar no berço e não pegá-lo no colo não causa traumas ou problemas futuros. Você poder ler algumas dessas opiniões distintas aqui e aqui.

Aqui em casa sempre fomos mais adeptos da criação com apego, mesmo quando ainda não conhecia esse termo. Nunca conseguimos deixar as crianças chorando no berço, sempre nos pareceu mais natural acalentá-las quando estavam incomodadas com alguma coisa. Eu, particularmente, não acredito que um bebê de meses é capaz de fazer manha ou usar o choro para manipular os pais. Bebês gostam de contato físico, de colo, e é claro que vão pedir por isso da maneira mais eficiente como sabem se comunicar: chorando.

Até hoje, com quase três anos, meus filhos gostam muito de colo, e nós damos sempre que pedem. E nem por isso eles são crianças inseguras ou grudadas demais comigo ou com o pai. Pelo contrário, são alegres, carinhosas, espertas e bem educadas (é claro que muitas vezes desobedecem ou fazem birra e malcriações, como qualquer criança, mas acredito que sejam  emocionalmente muito saudáveis).

E você, prefere seguir qual linha de criação? Pega seu filho no colo ao menor sinal de choro ou deixa o bebê chorar um pouco para se acostumar a ficar/pegar no sono sozinho? Compartilhe suas experiências nos comentários.

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Dicas para fazer a transição do berço para a cama

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Como eu falei em um texto anterior, o período que vai dos dois aos três anos é cheio de mudanças na vida de uma criança. Geralmente é com essa idade que a fala se desenvolve bastante, que a criança deixa de usar fralda e, muitas vezes, larga a chupeta e a mamadeira.

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Também é mais ou menos nessa idade que as crianças costumam deixam o berço e passam a dormir na cama. Veja nossas dicas de como passar por mais essa mudança da forma mais tranquila possível.

– Se você, que está lendo esse texto, ainda está grávida, considere comprar um berço que se transforma mais tarde em mini cama. Existem vários modelos desse tipo no mercado. Nós optamos por ele porque assim estendemos a vida útil do móvel. As mini camas poderão ser usadas até uns cinco anos, mais ou menos, dependendo do tamanho da criança.

– Se você vai comprar um móvel novo, você pode optar ou por uma mini cama, ou por uma cama de solteiro normal. A mini cama ocupa menos espaço, é mais aconchegante e aproveita o mesmo colchão do berço. Já a cama de solteiro pode ser uma boa opção para crianças muito grandes e vai ser aproveitada por muitos anos. Vai depender do seu gosto e necessidade.

– Não tem idade certa para passar para cama. Geralmente os pais fazem isso quando percebem que a criança é capaz de saltar do berço e está colocando sua segurança em risco. Fique atento aos sinais e faça a mudança antes que um acidente aconteça. Foi isso o que aconteceu aqui com meus gêmeos de dois anos e cinco meses. Começamos a perceber que eles estavam ameaçando escalar as grades (principalmente o menino, que é maior), então achamos melhor fazer logo a transição.

– Antes de trocar o berço pela cama, avise a criança sobre o que você vai fazer com alguns dias ou semanas de antecedência. Converse bastante, explique que ela está crescendo e vai precisar de mais espaço. Repita essas informações várias vezes. De jeito nenhum faça a transição do dia para a noite, sem avisar antes.

– Considere começar a transição em um fim de semana. Pode ser que seu filho estranhe a nova cama e acorde durante a noite, ou chore, e vai ser mais fácil lidar com essa situação se você não tiver que acordar cedo para trabalhar no dia seguinte.

– Escolha uma cama com proteção ou compre grades móveis para garantir que a criança não caia.

– Geralmente a criança demora uns dias para perceber que agora ela pode sair da cama sozinha. Aqui a situação é curiosa: faz um mês que fizemos a transição e o menino já sai sozinho quando acorda de manhã. Já a menina não, sempre que ela acorda ela nos chama para tirá-la da cama. É importante deixar o caminho livre de objetos perigosos e lembrar que seu filho pode ficar à solta pela casa sem você perceber. Por exemplo, deixe a porta dos banheiros trancadas, tomadas protegidas e gavetas trancadas ou com travas, se você ainda não tomou essas medidas na sua casa.

– Tenha paciência se a criança ficar saindo da cama toda hora. Coloque-a de volta, converse, mas sem se alterar. Se ela perceber que esse comportamento chama muito a atenção dos pais (seja de forma positiva ou negativa), ela tende a querer repeti-lo.

– Se a transição estiver difícil, vale tentar deixar a cama mais atraente. Coloque os bichos de pelúcia favoritos na cama, ou compre roupas de cama de personagens dos quais seu filho gosta. Ou leve a criança para ela mesma escolher seus novos lençóis.

Foto: Juliana Tiraboschi / Todos os direitos reservados

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Estreia documentário sobre a importância da primeira infância

Estreia nesta quinta-feira, em circuito nacional, o documentário “O Começo da Vida”. O filme, dirigido por Estela Renner, trata da importância dos primeiros anos de vida. A produção traz depoimentos de especialistas e famílias sobre como a primeira infância é essencial para o futuro. As histórias são retratadas em nove países: Brasil, Argentina, Canadá, China, Estados Unidos, França, Índia, Itália e Quênia.

O filme parte do princípio de que os bebês são os melhores “cientistas” do mundo, absorvendo todas as informações que encontram pela frente e explorando o ambiente ao seu redor. A produção mostra que as crianças pequenas aprendem sobre a vida e o mundo principalmente a partir da interação com outros seres humanos, especialmente com a família.

Veja o trailer do filme:


A produção convida à reflexão: estamos cuidando bem desse período tão importante, que define tanto o presente quanto o futuro da humanidade? “Queremos que o filme seja um agente de transformação e uma ferramenta para os pais”, disse Luana Lobo, sócia e diretora de distribuição da Maria Farinha Filmes, responsável pelo documentário, em encontro com jornalistas nesta quarta-feira.

Segundo Luana, a produtora teve a preocupação de convidar diversas empresas para apoiarem o filme com o objetivo de conscientizarem o mundo empresarial para a importância da primeira infância, já que uma das maiores dificuldades dos pais e mães modernos é conciliar a vida profissional com os cuidados com os filhos. “As empresas têm de ser parte desse movimento de transformação”, disse.

Um dos aspectos mais interessantes do filme é mostrar contrastes e semelhanças entre realidades completamente distintas. “Você vê o depoimento da Gisele Bündchen e de uma mãe que vive em uma ocupação, e ambas criaram o mesmo vínculo afetivo com seus filhos”, disse Ana Estela Haddad, coordenadora da São Paulo Carinhosa, ação da prefeitura da capital voltada ao desenvolvimento da primeira infância.

A Maria Farinha firmou parceria com a São Paulo Carinhosa para promover exibições gratuitas e abertas ao público, com foco em educadores, agentes de saúde, conselheiros tutelares e famílias. “O filme resgata o lugar da família, e não necessariamente em sua configuração tradicional”, disse Ana Estela.

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Luana Lobo, Ana Estela Haddad e Maria do Rosário Ramalho, secretária de Cultura de São Paulo 

Para Luana, como o filme faz parte de um movimento social, a ideia é fazer o documentário chegar ao máximo de lugares possíveis, daí a parceria com a São Paulo Carinhosa. “Somente 10% das cidades no Brasil têm cinema e apenas 1% das salas está na periferia”.

Além das exibições promovidas pela prefeitura de São Paulo, o filme poderá ser visto gratuitamente em diversas salas comerciais de cinema, como Itaú Cinemas e Cinemark, que promoverão sessões abertas do filme até o dia 8.

O público das cidades onde o documentário não está em cartaz nos cinemas poderá ver o longa por meio da plataforma online Videocamp.

“O Começo da Vida” tem apoio da Fundação Maria Cecília Souto Vidigal, da Fundação Bernard Van Leer, do Instituto Alana e da Unicef.

A produtora Maria Farinha Filmes também é responsável por outros filmes com temática relacionada a infância, como “Criança, a Alma do Negócio”, “Muito Além do Peso”, “Tarja Branca – A Revolução que Faltava” e “Território do Brincar”.

Saiba onde assistir ao filme gratuitamente:

– PROGRAMAÇÃO DAS SESSÕES GRATUITAS EM CINEMAS COMERCIAIS

– LANÇAMENTO DO LONGA “O COMEÇO DA VIDA”
Quinta-feira, 5 de maio, às 15h
CEUS Butantã, Meninos, Jaçanã, Quinta do Sol, São Rafael, Capão Redondo, Parque Veredas Vila Rubi. Todas as sessões serão seguidas por debates. Veja endereços e programação aqui.
Presença da diretora do filme, Estela Renner, e Ana Estela Haddad, coordenadora da São Paulo Carinhosa, na exibição no CEU Veredas.
Rua Daniel Muller, 347, Itaim Paulista
ATENÇÃO: Retirar os ingressos uma hora antes; sujeito a lotação da sala

– CINE DIREITOS HUMANOS
Sábado, 7 de maio, às 11h
Shopping Frei Caneca – Espaço Itaú de Cinema
Rua Frei Caneca, 569
ATENÇÃO: Retirar os ingressos uma hora antes; sujeito a lotação da sala.

– CINE DIREITOS HUMANOS
Quarta-feira, 11 de maio, 19h
Centro de Formação Cultural Cidade Tiradentes
Avenida Inácio Monteiro, 6900, Cidade Tiradentes
ATENÇÃO: Retirar os ingressos uma hora antes; sujeito a lotação da sala

Acesse o site oficial do documentário para saber onde mais o filme estará em cartaz, em todo o país.

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Carinho e atenção ajudam no desenvolvimento cerebral das crianças

Um estudo da Universidade de Washington sugere que receber carinho e atenção das mães na primeira infância estimula um crescimento maior no hipocampo, área do cérebro associada ao aprendizado, memória e resposta ao estresse.

O estudo foi publicado na semana passada na edição online na revista acadêmica Proceedings of the National Academy of Sciences.

Os pesquisadores estudaram uma série de exames cerebrais de crianças, da idade pré-escolar até a adolescência, e encontraram um aumento significativo no volume do hipocampo das crianças cujas mães davam mais apoio a elas.

Essa pesquisa é a continuação de um estudo que já havia encontrado ligações entre o carinho materno e um hipocampo aumentado. Nessa nova etapa, 127 crianças foram submetidas a exames de ressonância magnética do momento em que começaram a frequentar a escola até o início da adolescência.

Para medir o nível de apoio oferecido os pesquisadores observaram a interação entre as mães e seus filhos durante uma tarefa. As crianças recebiam um presente, mas só podiam abrir o embrulho depois que a mãe terminasse de preencher um longo formulário.

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Pesquisadora observa interação entre mãe e filho

As mães que conseguiram realizar sua tarefa enquanto aplacavam a ansiedade dos filhos, dando atenção a eles de forma carinhosa, foram consideradas as que mais deram apoio, e suas crianças foram as que apresentaram o hipocampo aumentado. “Essa é uma situação que gera estresse, como outras que acontecem várias vezes ao dia, como quando as mães estão cozinhando e a criança quer atenção”, afirma a psiquiatra Joan Luby, autora principal do estudo.

“A relação dos pais com os filhos nesse período pré-escolar é vital, ainda mais importante do que quando a criança é mais velha”, diz Luby. “O cérebro das crianças mais novas tem mais plasticidade, o que significa que ele é mais afetado pelas experiências no início da vida”, afirma.

Minha única ressalva a esse tipo de estudo é que geralmente ele é feito apenas com as mulheres. Por mais que os pesquisadores ressaltem que a interação com os pais também é importante, esse tipo de pesquisa acaba colocando mais pressão ainda sobre as mães e as responsabilizando de maneira desigual pelo desenvolvimento pleno dos filhos.

Portanto, pais, aproveitem essa notícia para vocês também darem muita atenção e carinho para seus filhos.

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A importância dos mil primeiros dias do bebê

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Você já ouviu falar dos mil primeiros dias de vida do bebê? Esse é o período que corresponde ao início da gestação (270 dias em média) até a criança completar dois anos (365 dias para cada ano), é super importante para o desenvolvimento e pode afetar a vida do indivíduo até à idade adulta.

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Vamos começar pelo começo: a gestação. “Algumas coisas que acontecem na vida intrauterina podem influenciar o resto da vida”, afirmou a pediatra Ana Escobar em encontro aberto ao público em São Paulo, realizado no último dia 5, que discutiu os mil primeiros dias.

Por exemplo, você sabia que uma mãe mal nutrida ou que ingere uma quantidade insuficiente de alimentos pode gerar um bebê com maior tendência a desenvolver obesidade, hipertensão, doenças cardiovasculares e diabetes?

Isso acontece porque, quando o organismo do bebê não recebe nutrientes suficientes, ele desenvolve um fenótipo “poupador”. Alguns órgãos, por exemplo, se desenvolvem com menos células do que um normal. Depois que o bebê nasce e é inserido em um ambiente pleno, com abundância de alimentos, esses órgãos precisam funcionar além de sua capacidade, o que pode aumentar o risco do indivíduo desenvolver os problemas citados acima.

Outros fatores que podem prejudicar o desenvolvimento do bebê são algumas doenças na mãe, contato com substâncias tóxicas, tabagismo e ingestão de álcool. Alguns médicos até liberam doses baixas de álcool para suas pacientes gestantes. Mas o mais recomendado atualmente é cortar totalmente a bebida, porque não existem estudos que demonstrem qual seria a dose segura.

Primeiro trimestre
O período mais crítico da gestação são os primeiros três meses, porque é quando os órgãos estão se formando. Daí vem a grande preocupação atual com o zika quando ele infecta grávidas. Esse vírus atinge o tecido nervoso e lesiona os neurônios, impedindo que eles se multipliquem. E é por isso que ele pode causar microcefalia.

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Além de se alimentar de forma saudável, cortar álcool e cigarro e praticar exercícios leves (conforme orientação do ginecologista/obstetra), é importante também consultar o médico a respeito de quais medicamentos e produtos a gestante deve evitar e quais vacinas tomar. Há coisas que parecem inofensivas, mas que podem fazer mal aos fetos. Por exemplo, cremes contendo ácido retinoico, um derivado da vitamina A muito comum em cosméticos, devem ser cortados da rotina da grávida.

Os dois primeiros anos
Depois que o bebê nasce, ele passa por intenso período de desenvolvimento nos seus dois primeiros anos de vida. Nessa fase, a nutrição também cumpre um papel fundamental. A recomendação da Organização Mundial da Saúde é amamentar o bebê exclusivamente no peito  até os seis meses de idade, sem a necessidade de oferecer qualquer outro líquido, como água e chás, e continuar a oferecer leite materno em concomitância com outros alimentos até os dois anos de idade.

Além de ser riquíssimo em nutrientes, anticorpos e adaptar sua composição naturalmente conforme a fase de desenvolvimento da criança, o leite materno também contém DHA, um ácido graxo que compõe a gordura que “encapa” os neurônios e ajuda na comunicação entre eles, além de também ajudar no bom desenvolvimento da visão. Já existem fórmulas infantis que contêm DHA, mas cientistas ainda debatem se esse DHA artificial teria o mesmo efeito do que o contido no leite materno.

A partir dos seis meses começam a ser introduzidos outros tipos de alimentos, primeiro em textura de sopinha/papinha, e depois sendo engrossados naturalmente, até chegarem à consistência normal, por volta de um ano de idade. Até os dois anos o ideal é evitar frituras, gorduras, açúcar e alimentos industrializados.

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O cérebro do bebê
Nos primeiros dois anos de idade a criança também passa por um intenso desenvolvimento cerebral. O bebê nasce com os neurônios prontos, mas eles precisam se conectar entre eles. “E o que mais promove essa conexão é o vínculo afetivo”, disse Ana Escobar.

Olhar nos olhos, cantar, brincar, conversar, contar histórias, tudo isso promove bilhões de conexões neuronais ­—  as sinapses —  que vão preparar o cérebro das crianças para o aprendizado.

É importante também, nessa fase, não tentar antecipar etapas. Se o seu filho demorar para sentar, engatinhar, andar ou falar, tenha paciência e respeite o tempo dele. A não ser que ele tenha alguma dificuldade comprovada, você não precisa fazer nada, apenas dar muita atenção, carinho e brincar com ele sem hiperestimular, o que pode provocar ansiedade.

Os dois primeiros anos do bebê fecham um período que exige muita dedicação dos pais e cobra seu preço em muitas noites mal dormidas, cansaço e pouco tempo para eles mesmos. Mas é um esforço que vale a pena lá na frente e que vai ajudar a criar filhos mais saudáveis, espertos e felizes.

Fotos:
Madeleine Ball / CC-BY-SA_icon.svg
James Willcox  / CC-BY-SA_icon.svg

 

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Você sabe identificar o motivo do choro do bebê?

Choro bebe

Nos primeiros meses de vida dos meus filhos, uma das minhas maiores dificuldades era interpretar e entender o motivo de cada choro das crianças. É sono? Fome? Cólica?

É angustiante ouvir seu bebê se esgoelar e não saber o que fazer. Se você está passando por isso, respire fundo e leia esse guia. Espero que te ajude a compreender o porquê do chororô do seu filhote.

Fralda suja
O contato com o xixi e o cocô pode provocar desconforto. Normalmente esse incômodo se traduz por um choramingo. Solução: Quando o bebê começar a chorar, a primeira providência é checar a fralda.

Roupa apertada, frio ou calor
Um choro moderado pode significar outros incômodos, como vontade de mudar de posição, roupa apertada (etiquetas ou zíperes também irritam o bebê), frio ou calor. Solução: Mude o bebê de posição e veja se a criança está suada ou com pés e mãos muito frios. Cheque a roupa para ver se há algo cutucando o bebê.

Fome
Esse é o motivo mais comum. Geralmente segue um padrão rítmico de: choro, silêncio, respiração (podendo ser acompanhada de um som sibilante na inspiração), e assim por diante. Solução: amamentar o bebê.

Irritação
É um choro alto e intenso e pode ser provocado por excesso de estímulo, barulho e ambiente agitado. Solução: leve o bebê para um ambiente mais calmo, menos claro e conforte a criança.

Cólica
É agudo, prolongado e acompanhado de movimentos agitados, principalmente das pernas. Mais comum até os três meses. Solução: Faça massagens, vire o bebê de bruços ou deite-o na sua barriga. Fazer o movimento de “bicicleta” com as pernas também ajuda a eliminar os gases. Banho morno, compressas com toalhas quentes ou aquelas almofadinhas próprias para isso, que podem ser aquecidas no microondas, também podem aliviar a dor. Se a cólica for muito intensa, converse com o pediatra para ver se ele receita algum remédio.

Sono
Choro alto, que pode ser confundido com o de irritação. Solução: Acolher o bebê e embalá-lo com calma, cantando ou fazendo ruídos rítmicos como “shhhhhhhhh”. Sons rítmicos, como o de água corrente e batimentos cardíacos, trazem sensação de relaxamento porque remetem aos sons que o bebê ouvia no útero. Há quem use até o ruído de secador de cabelo para acalmar a criança.

Quando procurar um médico?
Segundo Luiz Bellizia Neto, pediatra do Hospital Israelita Albert Einstein, 90% dos casos de choro estão relacionados às necessidades básicas. “São raros os casos em que ele sinaliza algum problema médico”, diz. Porém, se o choro for excessivo e prolongado ou o bebê estiver pálido, ligue para o pediatra.

Fonte: Guias Temáticos Momentos de Vida – Seu Bebê, da Sociedade Beneficente Israelita Brasileira Albert Einstein

Foto: Harald Groven88x31 (1)