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Como lidar com as birras?

Você já ouviu falar em “adolescência da infância ” ou “terrible two”?

Esses termos designam uma fase delicada da vida de uma criança: aquela que começa por volta dos dois anos e vem acompanhada pelas birras, manhas e os famosos “pitis”, aqueles escândalos de se jogar no chão que matam os pais de vergonha.

“Essa é a fase em que eles começam a querer escolher a roupa e o que comer”, disse a pediatra Renata Aniceto durante o evento “Juntos nos primeiros 1000 dias de vida”, promovido pela revista Crescer nesta última quinta-feira, em São Paulo.

“Eles estão testando os limites, porque não os conhecem”, afirmou.

Além disso, uma criança de dois anos muitas vezes ainda não consegue se comunicar com total clareza, e sente-se frustrada ao não saber expressar seus sentimentos, daí os surtos de irritação.

Para lidar com esses ataques e com os maus comportamentos, é preciso muita paciência, mas algumas técnicas ajudam.

Para repreender a criança, abaixe-se no nível dela e mude o tom de voz. Fale de maneira séria, sem gritar.

Outra tática é combater o choro com carinho: abrace seu filho e tente entender o que está incomodando.

Se a criança estiver fazendo algo perigoso, como colocar o dedo na tomada, não tem jeito, tem que repetir quantas vezes for necessário ou tentar distraí-la com outra coisa.

Agora, se a criança estiver fazendo birra para chamar a atenção, ignore-a. Não valorize a atitude gritando coisas como “para com isso!”. Deixe-a expressar sua irritação, desde que ela não se machuque, é claro.

Para Renata Aniceto, o famoso “cantinho” do pensamento não é um castigo eficaz. Para crianças maiorzinhas, que já entendem as consequências, funciona mais fazer trocas, como proibí-la de ver um desenho se ela se comportar mal.

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Programas infantis gratuitos (ou baratos) em São Paulo

O fim de semana está chegando e é hora de escolher qual vai ser o programa da família. Selecionei cinco eventos gratuitos ou baratos que vão entreter os pequenos neste sábado (12) e domingo (13).

Confira:

Sábado – 12/09

Som e movimento na dança para bebês
Oficina que se propõe a estimular o tato, a visão e a audição, usando estímulos artísticos e incentivando a participação dos bebês junto com seus pais. Elementos visuais e sonoros são oferecidos em forma de experimentação e brincadeira. Com a Cia. Tugudum.

Dança para bebês

Serviço
Sesc Bom Retiro – Alameda Nothmann, 185
10h30
Entrada gratuita
Recomendado para crianças de 4 meses a três anos


Contação de história no Centro Cultural São Paulo

O espaço oferece a atração todos os sábados e domingos. No mês de setembro a Cia. Mapinguary vai contar histórias como “Macaquices”, “Conte outra vez, Conta outra”, “Qual é o nome dele?”, “O carrinho das histórias”, “João e Maria e outras histórias” e “Além das montanhas”.

Contação de histórias

Serviço:
CCSP – Avenida Vergueiro, 1000
14h30
Entrada gratuita
Classificação: livre


Domingo

Piquenique Casa do Brincar
O evento é promovido pelo espaço Casa do Brincar para promover a convivência com família e amigos num espaço público. Não precisa de inscrição, é só trazer comidinhas, suco e toalha e curtir o evento.

piquenique

Serviço
Praça Victor Civita – Rua Sumidouro, 580, Pinheiros
10h às 12h
Entrada gratuita
ATENÇÃO – Se chover, o evento será cancelado


Maratona infantil do MIS

Evento mensal que reúne atividades voltadas para crianças e suas família no MIS. A edição deste domingo será especial de comemoração dos 4 anos do programa. Teatro de bonecos
Os destaques ficam por conta dos espetáculos da companhia de teatro de bonecos BuZum!: Máquinas, que conta a história dos meios de transporte;Treze Gotas, no qual dois cientistas fazem experimentos em seu laboratório e falam sobre a importância da água na vida de todos os seres do planeta, e Energia, que mostra as diferentes maneiras de se produzir energia elétrica por meio de um divertido jogo entre a Energia e um garoto que adora vídeo game. O evento ainda reúne intervenções circenses, contação de histórias, oficinas e outros espetáculos, que também conta com uma feira gastronômica no espaço externo. O Museu também realiza campanha de doação de brinquedos e alimentos.

Serviço:
MIS – Avenida Europa, 158
10h às 18h
Entrada gratuita
Classificação: livre
Veja a programação completa aqui


O que eu sonhei? – Teatro para bebês

Teatro para bebêsMisto de teatro e dança, a peça substitui a linguagem verbal por uma comunicação imagética para mostrar o mundo dos sonhos com encantamento, numa tentativa de amenizar na criança o medo de dormir.

A CIA ZIN evoca a atmosfera dos sonhos com música executada ao vivo, com canções de ninar e sons suaves. O público senta no mesmo plano do palco, num espaço semelhante a um cantinho aconchegante onde se contam histórias antes de dormir.

Serviço:
Teatro UMC – Avenida Imperatriz Leopoldina, 550
11h
Ingresso: R$ 40 (entradas com 50% de desconto no Sampa Ingressos)
Classificação: livre
Duração: 45 minutos

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3 brincadeiras para fazer em dias de chuva

Se o tempo te pegou desprevenido e a chuva deu as caras no feriado, haja criatividade para manter as crianças entretidas dentro de casa.

Aqui estamos tentando inventar brincadeiras novas para manter o nível de interesse dos pequenos.

Eis algumas sugestões que deram certo:

1 – Desenhar na bexiga
Bexiga não precisa ser usada só em festas! Meus filhos amam chutar e jogá-las para o alto. Inventamos de desenhar caras e bichos nos balões e as crianças adoraram. Se seus filhos forem maiorzinhos, eles mesmos podem desenhar. Use canetas para escrever em plástico, senão a tinta borra.
Outra brincadeira legal é o “vôlei” de bexiga: jogar o balão um para o outro com as mãos sem deixar cair no chão.

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2 – Desenhar formas
Pegue peças diversas de brinquedos e contorne-as com giz ou caneta. Aproveite para ensinar o nome das formas. Meus filho prestaram muita atenção e até aprenderam umas palavrinhas novas.

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3 – Dobradura
Barquinhos e chapéu de papel são clássicos da dobradura. Nesse site você pode aprender a fazer esses e outros formatos. E, se o tempo esquentar, você pode colocar os barquinhos num balde com água para as crianças brincarem.

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Em busca da escola ideal

criancas na escola

Estamos passando por uma fase muito especial da vida de nossos filhos: a busca pela escola ideal. Francisco e Manuela estão com 1 ano e 8 meses. A ideia é matriculá-los no início do ano que vem, quando estarão com dois anos.

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Nessa pesquisa, tenho conversado com outros pais e lido sobre o assunto. Não adianta sonhar com a escola perfeita, aquela que tira nota 10 em todos os critérios: custo, distância, espaço físico, estrutura interna, linha pedagógica, atividades, corpo docente e alimentação.

Se é impossível encontrar o local perfeito, o desafio é achar aquela escola que atende ao maior número de exigências dos pais.

Para mim, pessoalmente, os primeiros critérios de seleção são localização, espaço e custo. Restringi minha pesquisa por aquelas escolas às quais posso chegar a pé ou em poucos minutos de carro. Não vale a pena atravessar a cidade sendo que tenho boas opções próximas da minha casa.

Espaço externo também é muito importante: quero que meus filhos frequentem um local onde, além de aprender, eles também possam correr, se divertir, gastar energia e desenvolver suas habilidades motoras, o que eu considero importante para essa idade.

A outra nota de corte primordial é o valor da mensalidade. Estabeleci um teto e não vou nem visitar as escolas que ultrapassam esse valor. Temos de ser realistas. Claro que valorizo a educação dos meus filhos. Mas acho que não precisamos abalar o orçamento familiar para encontrar uma escola de qualidade e que atenda às nossas necessidades. O custo de vida está muito alto e simplesmente não temos como arcar com os custos de uma instituição considerada de alto padrão. Outro ponto importante: todas as escolas dão um desconto para irmãos (geralmente de 10%) e muitas são flexíveis para negociar. Tente sempre barganhar um descontinho a mais.

Também estamos conhecendo algumas escolas municipais no bairro. Temos entranhada a ideia de que, no Brasil, o ensino público é de má qualidade de maneira geral e as boas escolas são disputadíssimas. Mas, pelo menos no caso das creches da prefeitura, tenho percebido que esse pré-conceito está equivocado.

É claro que existem escolas e escolas. Mas as municipais que visitei não parecem muito diferentes de algumas das particulares. E uma delas até já tem vagas disponíveis. Mas há claramente uma desvantagem: a quantidade de alunos por sala é maior nas públicas do que nas pagas. Elas reúnem cerca de nove a 10 crianças para cada educador, em classes de até 22 alunos, enquanto a proporção recomendada para a idade de até dois anos e meio é de um professor para cada seis crianças em grupos de no máximo 16, segundo Cisele Ortiz, especialista em educação e presidente da Associação Brasileira de Estudos do Bebê, em artigo para a Folha de São Paulo.  Ainda não sei até que ponto isso é preocupante, mas acredito que, na idade dos meus filhos, que ainda requerem muita atenção, esse é um fator importante a ser considerado.

Outros quesitos fundamentais para mim são a linha pedagógica, o tipo de atividades desenvolvidas e a atmosfera geral, o clima e o comportamento das professoras (se elas parecem desanimadas ou insatisfeitas, é um mau sinal). Tenho dado preferência para as escolas que seguem primordialmente a linha do construtivismo e que desenvolvem projetos mais livres, lúdicos e criativos, respeitando o ritmo de aprendizado de cada criança e sem se preocupar muito com lições e trabalhos mais fechados.

Por fim, alimentação também entra no meu check list. Confesso que está difícil de me agradar nesse quesito. Aqui em casa, sou super rigorosa. As crianças só comem comida salgada (carne, cereais, grãos, legumes e verduras – orgânicos, sempre que possível), frutas e leite. Nunca experimentaram doces e não comem pão e biscoitos. A partir dos dois anos, pretendo ser mais flexível e liberar alguns alimentos que hoje eles não consomem.

Em algumas escolas o lanche é levado de casa. Em outras, ele é oferecido pelo próprio estabelecimento. A maioria tem um cardápio até que equilibrado, mas sempre rola um docinho aqui e ali, biscoito doce ou pão todos os dias… Gostaria que a alimentação das escolas fosse o mais natural possível, e que as crianças só comessem os industrializados e guloseimas em casa, sob supervisão dos pais.

A ideia de mandar o lanche de casa me agrada, por poder controlar o que meus filhos vão comer. Mas é comum que as crianças troquem a comida umas com as outras e experimentem os quitutes dos amiguinhos. Por um lado, isso pode resultar em experimentações bacanas. Por outro, pode levar meus filhos a conhecerem salgadinhos de pacote e bolachas recheadas (ou pior, refrigerantes!), coisa que eu não gostaria que acontecesse tão cedo.

Resumindo, eis algumas conclusões às quais cheguei com minha pesquisa:

Preço nem sempre é proporcional à qualidade. Algumas escolas cobram valores mais altos do que outras com estrutura semelhante. Visite várias para comparar e converse bastante com a coordenação/direção para entender se a escola oferece diferenciais nos quais vale a pena investir.

– Falando em diferenciais, pergunte-se se seu filho vai aproveitar tudo o que a escola oferece ou se tem muita “perfumaria” no meio. Por exemplo, aulas de balé e capoeira são interessantes para crianças de dois anos? Isso é muito pessoal, mas eu prefiro optar por uma escola mais simples agora, que proporcione segurança e estimule o lado lúdico, e poupar recursos para investir em cursos e atividades extracurriculares mais para frente.  Não se sinta mal se você não puder bancar a escola mais cara ou badalada.

Não subestime as escolas públicas. Pesquise sobre as creches mais próximas de você, visite e tente conversar com funcionários e pais de alunos. Você pode se surpreender positivamente.

Enfim, ainda não encontramos a nossa escola, mas já temos um caminho delineado. Continuo na busca e aceito sugestões e dicas de como avaliar melhor os estabelecimentos.

Ah, e uma dica final: o artigo do jornal Folha de São Paulo mencionado anteriormente faz parte de um caderno especial muito bacana sobre primeira infância, cuja última parte, publicada no dia 23 de agosto, trata justamente da escolha da escola. Vale a pena ler.