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Aplicativo ajuda a organizar gestação e fazer escolha consciente sobre parto

Quando uma mulher engravida pela primeira vez, ela se depara com uma enxurrada de informações e muitas, muitas dúvidas. São questionamentos sobre alimentação, sobre quais medicamentos e cosméticos são vetados durante a gravidez, como montar o enxoval, quais exames e vacinas são essenciais e, talvez, a questão mais problemática de todas: como vai ser o tipo de parto?

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Quem tem alguma familiaridade sobre o assunto sabe que hoje em dia a taxa de cesáreas no Brasil é uma das mais altas no mundo e que encontrar um obstetra que seja verdadeiramente amigo do parto normal não é uma tarefa das mais fáceis.

Foi para aplacar as principais dúvidas das gestantes e fornecer informações confiáveis sobre tipos de parto que o médico de família Gustavo Landsberg criou o aplicativo Canguru, que já reúne mais de 300 mil cadastros e que está lançando um portal de conteúdo, com textos sobre saúde da gestante e do bebê, entre outros assuntos. Pelo aplicativo, gratuito, a gestante pode publicar perguntas para outras usuárias responderem e organizar seu calendário de consultas, exames e vacinas. 

A empresa também vai lançar, nos próximos dias, o Canguru Tranquilidade, um plano que dará acesso a chats diretos com enfermeiras obstetrícias, além de oferecer ferramentas de avaliação de risco personalizada e de planejamento de parto. O plano custará a partir de R$ 49 mensais.

O aplicativo também tem sua versão profissional, o Canguru Pro, em que médicos podem acessar as informações sobre a gestação de suas pacientes, caso elas sejam usuárias da ferramenta.

Segundo Landsberg, seu ideal era oferecer às grávidas uma ferramenta que pudesse acompanhar a gestação e mostrar para as futuras mães que o parto normal é seguro na maioria dos casos. Hoje a taxa de cesáreas no Brasil gira em torno de 55%, quando o índice considerado ideal pela Organização Mundial da Saúde é de até 15%. Entre as usuárias do aplicativo, a taxa de parto normal é de 60%.

O médico defende a divulgação de informações sobre o que é uma cesariana bem indicada, quais são os riscos e benefícios desse procedimento e quais complicações podem acontecer quando a cirurgia é realizada sem real necessidade.

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“O mais interessante do aplicativo é o empoderamento que ele proporciona. Quando as gestantes têm informações curadas, podem tomar uma decisão mais consciente”, diz o ginecologista e obstetra Eduardo Cordioli, gerente médico de telemedicina do hospital Albert Einstein. Outro aspecto positivo do app, segundo Cordioli, é servir como uma carteirinha de pré-natal digital, que pode ser levada para qualquer lugar. Se a gestante tem alguma emergência, precisa ir para o hospital e está sem sua carteira do pré-natal, a equipe que a atender pode acessar as informações sobre o desenvolvimento da gravidez pelo aplicativo.

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Você sabe o que é parentalidade positiva?

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Quando uma mulher engravida, a família se preocupa com o enxoval, com a preparação do quarto, faz fotos do barrigão, lê livros e blogs sobre maternidade. Aí o bebê nasce e, muitas vezes, vem o desespero: como lidar com aquele filho? “Por mais que a gente estude, ninguém está pronto para ter filho”, disse a educadora parental Luanda Fonseca em evento promovido pela Huggies nesta quarta-feira (23) para marcar o Dia do Abraço, comemorado no dia 22.

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Para Luanda, é quando o bebê cresce um pouco e vira uma “mini pessoa”, com vontades, birras e contrariedades, que os adultos mais precisam aprender a lidar com seus demônios, suas dificuldades e seu desequilíbro.

Segundo a educadora, existem dois modelos mais frequentes de criar filhos. O modelo autoritário, que usa de ordens e agressões físicas e verbais e, na outra ponta, o permissivo, com pais que têm dificuldade em frustrar seus filhos e em delinear limites. “Esses pais se sentem sempre culpados, em falta com a criança”, diz Luanda.

Muitos pais vivem em uma montanha-russa. Sem conseguir colocar limites, partem para os gritos e castigos. Na sequência vem a culpa, e aí segue-se a permissividade. “Aí a montanha-russa vira algo impossível de se administrar”, diz a educadora.

Mãe de quatro filhos, Luanda vivia nessa montanha-russa quando decidiu procurar um caminho do meio e estudar a parentalidade positiva, que propõe uma vida em família mais leve, prazerosa e equilibrada.

Na parentalidade positiva não existem fórmulas. “Não existem ‘cinco ferramentas para acabar com a birra’ ou ‘11 passos para criar crianças felizes’”, afirma Luanda. O que existe nesse caminho do meio é ouvir a criança. É delimitar espaços e margens seguras, mas com firmeza e gentileza, e deixar de lado os castigos. “Castigo não resolve. Pode eventualmente parar um mau comportamento, mas não ensina. Castigo é imposição de poder, uma necessidade do adulto mostrar quem manda. Se voltarmos à nossa infância, veremos que não foi com castigos e palmadas que aprendemos”, diz.

Para a educadora, a parentalidade positiva é transgressora e pode causar confusão, no início. “Os pais se sentem perdidos e se perguntam como vão ensinar a criança sem usar o castigo”, diz Luanda. “Existe uma frase de Jane Nelsen (psicóloga que desenvolveu o conceito de disciplina positiva) que diz assim: ‘de donde tiramos a ideia de que, para a criança se comportar bem, é preciso fazer ela se sentir mal?’”. Para Luanda, de alguma maneira torta fomos levados a acreditar que passar raiva e frustração adiante faz mais sentido do que dar amor.

De acordo com a parentalidade positiva, a criança vai aprender com amor, nos gestos e na fala do adulto, e quando nos comunicamos com os pequenos usando a nossa melhor capacidade. Esse processo passa não gritar, acolher e reconhecer os sentimentos da criança, não diminuir as queixas e frustrações dos filhos e usar muito contato físico. “Abraço é diálogo. Quando a gente abraça, nos redemos, comunicamos que está tudo bem e podemos começar de novo”, diz Luanda.

Porém, a educadora destaca que parentalidade positiva não é passar mão na cabeça da criança e deixar ela fazer o que quiser. “Estabelecer limites é importante. Rio sem margem transborda, e rio com margens muito estreitas é apenas um riacho”, afirma.

A teoria na prática
O conceito de parentalidade positiva é muito bonito e inspirador. Mas como aplicar suas ideias na prática?

Vamos a um exemplo: você está no supermercado ou no shopping com seu filho e ele (a) começa a fazer um escândalo porque quer comprar um produto que você não quer levar para casa.

Em vez de gritar ou ameaçar colocar a criança de castigo, um caminho do meio seria acolher a criança, abraçá-la, dizer que entende a frustração dela e explicar por que você não vai comprar aquele produto.

A neuropediatra Karina Weinmann, também presente no evento, dá outros exemplos de reforço positivo na educação de um filho. “Se a criança bater no irmão, em vez de dizer ‘não bata!’, diga ‘faça carinho no seu irmão’”, diz. Ou, se a criança estiver mexendo num interruptor de luz, em vez de dizer “não mexa aí”, diga algo como “apague e luz”, ou “acenda a luz”. “Sempre explique o ‘não’”, afirma Karina.

Foto: Simon Kellogg / CC download

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Empresa cria produtos para ajudar no desenvolvimento de crianças autistas

Uma das grandes dificuldades do autista é reconhecer as emoções – as próprias e as de outras pessoas. A partir dessa dificuldade, vivenciada pelo filho autista Érico, hoje com 11 anos, a advogada Cristiane Carvalho, 39 anos, teve a ideia de desenvolver pulseiras de silicone que ajudassem as crianças com o transtorno a reconhecerem as emoções com mais clareza e criou, em 2016, a marca TeraPlay de brinquedos terapêuticos. O dia de hoje, 2 de abril, é o Dia Mundial de Conscientização do Autismo.

A partir daí, Cristiane desenvolveu outros tipos de braceletes e o livro “Faísca Explica as Emoções”, um guia que aborda situações corriqueiras sob a ótica de Faísca, um cachorro esperto que ajuda seu dono a lidar com emoções e sensações como tristeza, alegria, tranquilidade, raiva, medo e cansaço

A obra é acompanhada de um manual, elaborado junto com o psicólogo Renato Gallo, que traz informações sobre reconhecimento e gerenciamento de emoções e dá dicas de como aproveitar melhor o livro. O manual pode ser baixado gratuitamente no site da TeraPlay.

Hoje o portfólio da TeraPlay conta com outros produtos, como o bracelete “relax”. Ele traz, de um lado, os números de 1 a 10 em alto relevo. Quando a criança está irritada, ela pode ir passando os dedos pelas bolinhas e ir contando os números para se acalmar. O outro lado da pulseira tem desenhos de flores e velas. A ideia é exercitar a respiração, “cheirando” as flores, para inspirar o ar, e “soprando” as velas, para expirar

O bracelete “tudo bem” é mais simples e intuitivo. Ele serve para os momentos em que a comunicação verbal não é possível ou não é efetiva. Se está tudo bem, a criança deixa a pulseira do lado verde. Se ela precisa de alguma ajuda ou quer ser deixada em paz, ela pode virar o acessório do lado vermelho. Os próprios cuidadores podem virar o bracelete do lado vermelho caso percebam os primeiros sinais de irritação, para sinalizar para o usuário que ele deve fazer algo para voltar a ficar tranquilo.

Já os “dados da emoção” ajudam as crianças e adolescentes autistas a treinar a identificação de emoções e sensações.

Segundo Cristiane, um pouco de educação emocional não faz mal a ninguém. “Pelo contrário, só enriquece a experiência da vida”, afirma. Aqui no blog concordamos com a afirmação da advogada e empresária. Testamos os produtos da Tera Play e constatamos que eles são interessantes também para crianças não autistas.

Dei os braceletes nas mãos dos meus filhos e eles se interessaram muito pela novidades. Perguntaram para que serviam, ficaram brincando de nomear as emoções e de contar os números.

Eles também adoraram o livro do Faísca.

Crianças pequenas muitas vezes têm dificuldades em expressar suas próprias emoções de maneira satisfatória para elas, ou de interpretar as dos outros, então produtos que as ajudem a reconhecer e lidar com essas sensações podem ser úteis para o público infantil em geral.

Programação gratuita ou barata para as férias de julho 2017

Começaram as férias escolares de inverno e muitos pais estão se descabelando, procurando atividades para entreter as crianças.

Nossa dica: não se preocupe muito em preencher os dias de férias com mil atividades. Aproveite esse período para relaxar, deixar que as crianças curtam seus brinquedos, inventem as próprias brincadeiras e brinquem ao ar livre, se o clima permitir. E que também descansem e fiquem um tempo sem fazer nada.

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Mas, nos dias em que quiser fazer um passeio, veja nossas sugestões de eventos gratuitos ou com preços acessíveis.

Atenção: esse post poderá ser atualizado com mais dicas ao longo deste mês de julho, então fique ligado aqui no blog.

* Oficinas e contação de histórias na livraria Nove Sete
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Na quinta-feira, dia 20
, rola a contação de história “Sapato-Pato de Pablo” e  uma oficina de massinha, com a ilustradora Andreia Vieira e o autor Marcelo Jucá. O livro narra a história de uma amizade que nasceu de uma estranha coincidência. O menino Pablo, ao viajar com os pais a um hotel-fazenda, em meio à natureza e encantado com tantos animais, descobriu uma pata que não estava nem aí para ele. Até que, ao enfiar sem querer o pé na lama, o garoto descobre um jeito inusitado, e muito divertido, de se comunicar com a ave.

Veja a programação de outros eventos na livraria aqui.

Serviço

Dia: 20
Horários: 15h
Ingressos: R$ 25
Inscrições a partir de 14h30
25 vagas
Indicação: a partir de 6 anos. As crianças deverão estar acompanhadas por um adulto
Rua França Pinto, 97, Vila Mariana


* Teatro na Livraria Cultura do Shopping Market Place

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No mês de julho o Shopping Market Place oferece o projeto Dia de Teatro, para rechear as tardes dos sábados e domingos de histórias para animar e entreter as famílias, prometendo muita interação entre os participantes.

No dia 23, domingo, às 17h, vai rolar a história de Camilão (foto), um porquinho esperto e guloso, que passeia pela fazenda e pela floresta, encontrando seus bons amigos e fazendo sua feira.

Veja a programação do projeto aqui.

E veja toda a programação completa de todos os eventos na Livraria Cultura aqui.

Serviço
Dias: 22, 23, 29 e 30
Horários: às 14h e às 17h
Entrada gratuita, sujeito a lotação
Av. Dr. Chucri Zaidan, 902 – Vila Cordeiro


* Oficinas Toulouse-Lautrec

Toulouse
O MASP preparou algumas oficinas para crianças inspiradas na exposição do pintor Toulouse-Lautrec, que está em cartaz no museu. Na atividade Roupa de Quem?, por exemplo, serão produzidos “figurinos cartazes” levando em consideração o contexto parisiense do final do século XIX e usando como suporte silhuetas em papel. Será uma oficina com técnicas de colagem, emulagem e composição, além de estudos volumétricos com diferentes materiais têxteis. No decorrer da atividade, serão abordadas questões recorrentes na história da indumentária como a performatividade de gênero e a construção de códigos culturais.

Veja a programação completa e as faixas etárias por oficina aqui.

Serviço
Dias: 19, 22 e 26 de julho
Horários: das 11h às 13h ou das 15h às 17h, dependendo da oficina
Entrada gratuita
Inscrições pelo site
Avenida Paulista, 1578


* Viagem ao fundo do mar – Shopping Plaza Sul

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A atividade começa a bordo de um submarino. Lá dentro, os participantes vão encontrar mesas de controle, periscópios, sons de sondas e escotilhas com imagens do fundo do mar. Saindo do submarino, crianças e adultos poderão subir uma pequena escada e escorregar em uma piscina de bolinhas, que simula o mergulho no oceano.

Serviço
Dias: 4 a 30 de julho
Horários: segunda a sexta das 12h às 22h; sábados das 10h às 22h e domingos das 12h às 20h
Entrada gratuita
Praça Leonor Kauppa, 100, Saúde / Piso 1, ao lado da Zelo


* Sesc Pompeia

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Além da arquitetura marcante e de um espaço de brincar incrível para crianças até 6 anos, essa unidade do Sesc está com uma programação especial para os pequenos neste mês.

Um dos eventos mais bacanas é a oficina de pintura com tintas naturais, feitas de amido de milho e vegetais, para bebês e crianças de até 3 anos, que acontece às quartas-feiras de julho, às 15h. Importante: As vagas são limitadas e os ingressos começam a ser distribuídos meia hora antes.

Veja a programação completa no site do Sesc Pompeia. Nota: o site é bem desorganizado. Se você procurar a programação para o público infantil, não aparece nada. Clique em “programação” para ver todas as atividades. O melhor mesmo é passar na unidade e pegar um folheto, ou acompanhar a divulgação na página do Facebook.

Serviço:
Dias: quartas (12, 19 e 26/07)
Horário: das 15h às 17h
Entrada gratuita
Vagas limitadas, ingressos distribuídos meia hora antes
Rua Clélia, 93, Pompeia


* Cidade das Abelhas

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O parque ecológico e cultural abriga em seu espaço escorregadores de abelhas, trilhas, arvorismo, teatro interativo, uma abelha gigante que mostra como o animal é por dentro, labirinto, apiário e um observatório para ver um enxame por meio de uma parede de vidro.

Há uma lanchonete no local, mas recomendamos levar um lanche e fazer um pique-nique.

Serviço:
Dias: terça a sábado
Horários: das 8:30 às 17h
Ingressos a partir de R$ 13,90 pelo Peixe Urbano
Telefone: (011) 4703-6460
Estrada da Ressaca, km 7, Embu das Artes/Cotia, SP


* Sabina – Escola Parque do Conhecimento

Sabina
A proposta deste centro é democratizar a ciência e educar construindo o conhecimento de forma lúdica e interativa, contemplando a trajetória da vida no tempo e no espaço e a evolução humana como espécie cultural.

Normalmente o espaço abre durante a semana apenas para grupos escolares, e atende ao público geral aos fins de semana. Porém, durante o mês de julho o Sabina abre para o público também durante a semana. O planetário só funciona aos sábados e domingos.

Serviço:
Dias: de terça a domingo
Horários: das 9h30 às 17h30 (a bilheteria fecha às 16h30)
Ingressos: R$ 20 (mais R$ 10 para assistir a uma apresentação no planetário). Crianças abaixo de cinco anos não pagam.
Telefone: 4422-2000
Rua Juquiá, s/n, Vila Eldizia, Santo André, SP


* Planeta Inseto

Planeta inseto
Uma exposição permanente no Museu do Instituto Biológico reúne atrações como corrida de baratas, besouro gigante, lagartas do bicho-da-seda produzindo o fio que vai resultar em vestimentas e abelhas produzindo mel. Na maior parte da exposição os insetos estão vivos e os visitantes podem tocá-los.

Serviço:
Dias: de terça a domingo
Horário: das 9h às 16h
Entrada gratuita
Instituto Biológico
Rua Amâncio de Carvalho, 546, Vila Mariana


* Unibes Cultural

Frida
Além da exposição “Frida e Eu”, sobre a qual já falamos aqui no blog, e que foi prorrogada para até dia 29/07, o centro cultural está com a programação “Kids que Arrebentam”, com várias oficinas para crianças.

Nesta quinta-feira, dia 20, por exemplo, vai rolar uma oficina de confecção de enfeites de papel (15h). Na sexta, dia 21, acontece uma sessão de contação de histórias dos livros “O Casamento da Dona Baratinha”, de Ana Maria Machado, e “O Soldadinho de Chumbo”, de Hans Christian Andersen (16h). No sábado, dia 22, acontece uma oficina de canto coral de músicas do folclore brasileiro (13h). Veja a programação completa aqui e aqui.

Serviço:
Oficinas
Dias: de 02 a 22/07
Horários: diversos (ver programação)
Entrada gratuita
Exposição Frida:
Dias: até 29/07
Horários: das 10:30 às 18:30
Preços dos ingressos: segundas-feiras gratuito; terças a sextas R$ 24 e sábados R$ 30 Crianças até dois anos não pagam. Fecha aos domingos
Unibes Cultural
Rua Oscar Freire, 2500


* BuZum! no Museu Catavento

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Além de ser uma ótima opção de passeio, o Museu Catavento vai abrigar a companhia de teatro de bonecos itinerante BuZum! nessas férias, a partir do dia 06. Serão 63 sessões gratuitas do espetáculo “13 Gotas”, que ensina a importância do uso consciente da água.

Serviço:
Dias: 06, 07, 08, 13, 14, 15, 20, 21 e 22 de julho (quinta a sábado)
Horários: 10h30, 11h30, 12h, 14h, 14h30, 15h30, 16h30
Entrada gratuita
Catavento Cultural e Educacional
Praça Cívica Ulisses Guimarães, s/nº – Parque Dom Pedro II


* Férias no MAM

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O Museu de Arte Moderna de São Paulo preparou uma programação extensa para divertir e ensinar os pequenos sobre arte, alimentação, música, dança etc. Na quarta-feira, dia 19, por exemplo, vai rolar um piquenique com esculturas comestíveis às 14:30. No sábado, dia 22, acontece uma oficina de música e movimento para bebês. Veja a programação completa na agenda do museu.

Serviço:
Dias: de 01 a 30/07
Horários: diversos (ver programação)
Entrada gratuita
Vagas limitadas, distribuição de senhas com 30 minutos de antecedência
Telefone: 5085-1313
Museu de Arte Moderna de São Paulo
Parque do Ibirapuera, Av. Pedro Álvares Cabral, s/nº – Portão 3


* Planetários do Ibirapuera e do Carmo

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Os dois planetários da cidade passaram alguns anos fechados e reabriram para o público em 2016. Para as férias de julho eles estão funcionando com horários estendidos (normalmente abrem para o público normal, sem ser escolar, apenas aos fins de semanas). É uma ótima oportunidade para aprender mais sobre o espaço e ver imagens deslumbrantes de planetas, cometas e estrelas, entre outros.

Serviço:
Planetário do Ibirapuera
Dias: sextas, sábados e domingos
Horários: sextas às 15h e 17h / sábados e domingos às 13h (sessão infantil “Janela Mágica”), 15h, 17h e 19h
Entrada gratuita, distribuição de ingressos uma hora antes da sessão
Capacidade de cada sessão: 280 lugares
Duração da sessão: 40 minutos
Telefone: 2522-4669
Parque do Ibirapuera, Av. Pedro Álvares Cabral, s/nº – Portão 10

Planetário do Carmo
Dias: quintas, sábados e domingos
Horários: quintas às 15h e às 17h / sábados, domingos e feriados às 13h, 15h e 17h / Não abre às sextas
Entrada gratuita, distribuição de ingressos uma hora antes da sessão
Telefone: 5575-5206
Rua John Speers, 137, Itaquera


* Teatro com desconto

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O site Sampa Ingressos oferece ingressos com até 75% de desconto em espetáculos em cartaz. Você faz a compra pelo site, imprime e leva o voucher na bilheteria, no dia da apresentação, para trocá-lo pelo ingresso. Dica: chegue cedo na bilheteria, para conseguir um lugar bom na plateia.


* Férias no circo – Shopping Ibirapuera

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A partir do dia 05 o centro de compras terá um picadeiro com diversas atividades circenses para os pequenos, como corda bamba, perna de pau, equilibrismo, pratos e malabares. De quinta a domingo o evento receberá artistas em pernas de pau para interagir e incentivar a criançada a entrar na brincadeira dentro do picadeiro.

Ainda dá para aproveitar e visitar o atelier da Elephant Parade, evento que arrecada recursos para a preservação desses animais. Durante o mês de julho é possível acompanhar a confecção de esculturas de bebês elefantes, que serão expostas nas ruas de São Paulo em agosto.

Serviço:
Dias: de 05 a 30/07
Horários: de segunda a sábado das 13h às 19h. Domingos e feriados das 14h às 20h
Faixa etária: de 4 a 12 anos
Capacidade: 25 crianças por bateria
Shopping Ibirapuera – Piso Moema – ao lado do Banco Itaú
Tel: (11) 5095 2300
Av. Ibirapuera, 3.103, Moema


* Discovery Kids em Ação! – Shopping Bourbon

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O evento estimula a criançada a participar de exercícios e a entender a importância da atividade física para uma vida saudável. O circuito é composto por quatro áreas com atividades que exigirão concentração, fôlego e agilidade, como chute ao gol, corrida com obstáculos, cama de gato com elásticos e escalada. O circuito termina no tobogã e piscina de bolinhas.

Durante as segundas, terças e quintas também será possível tirar fotos com o personagem Doki.

Serviço:
Dias: de 03 a 23 de julho
Horários: das 10h às 22h
Entrada gratuita, sujeito a lotação
Capacidade: 6 crianças a cada 5 minutos.
Duração: aproximadamente 30 minutos
Indicação etária: de 0 a 11 anos
Bourbon Shopping São Paulo
Rua Palestra Itália, 500

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Lugar de criança é na rua

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Na semana passada o jornal Folha de São Paulo publicou uma entrevista com a urbanista espanhola Irene Quintáns a respeito da importância de caminhar na rua para o desenvolvimento infantil.

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Em busca da escola ideal

Irene define a rotina da maior parte das crianças moradoras de grandes cidades como viver em “caixinhas”. Os pequenos saem de casa, que é uma caixinha, entram no carro ou na perua escolar, que é outra caixinha, e vão para a escola, que é uma outra caixa. Lá, muitas vezes têm pouco tempo para brincar livremente ou fazer atividades ao ar livre. Depois da escola, voltam para dentro de casa e continuam em um ambiente fechado.

Segundo a urbanista, caminhar na rua traz muitos benefícios, como combate ao sedentarismo, exposição à luz solar, consciência sobre problemas sociais, sensação de pertencimento e despertar da vontade de cuidar do próprio bairro e da cidade e aguçamento da percepção visual e da noção de espaço.

Na edição de hoje do mesmo jornal, a psicóloga Rosely Sayão faz coro a Irene e defende que a criança ocupe espaço nas ruas. E o primeiro passo para isso é o caminho até a escola. “No trajeto de casa para a escola de carro, eles (as crianças) não têm a oportunidade de conhecer a cidade com mais intimidade com seus habitantes, tão diversos! Ficam imersos em um mundo irreal, uniforme, que nunca irão encontrar quando crescerem e tiverem autonomia para ir e vir”, afirma.

Rosely menciona também um projeto bem bacana, o “Carona a Pé”, que tem como objetivo reunir grupos de crianças que moram próximas para caminharem juntas até a escola, com o acompanhamento de um ou mais adultos responsáveis por elas, que se revezam nessa função.

Concordo plenamente com as duas. Acho super importante que as crianças tenham esse contato com a rua, com a cidade, com as pessoas, por todos esses motivos citados. Esse foi um dos quesitos que mais pesaram na escolha da escola dos meus filhos: a curta distância entre ela e a nossa casa, justamente para podermos ir a pé.

Andando a pé as crianças observam o mundo e interagem com outras pessoas. Nós conhecemos todas as lojas e comerciantes do nosso pedaço, paramos para conversar, brincamos com os cachorros que passeiam e com os bebês nos carrinhos. Os pequenos reparam nas árvores, nas folhas, nos buracos, bueiros, pegam florzinhas para levar para as professoras e até conseguem observar insetos como borboletas, abelhas, besouros, formigas…antes de ter filho eu nem reparava nessas coisas.

Acredito no que Irene diz, que se a criança não se sente pertencente ao seu bairro e à cidade, é mais difícil ensinar noções de cidadania e até coisas simples, como não jogar o lixo na rua. A urbanista não gosta que digam que a criança é o cidadão do futuro, já que ela é um cidadão de hoje, de ontem e de amanhã.

Assino embaixo e pretendo continuar caminhando cada vez mais com meus filhos. Se você não tem essa opção de colocar os filhos em uma escola bem próxima de casa, que tal andar com eles na rua em outros momento, ou nos finais de semana?

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Dica para organizar a rotina com as crianças

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Você está cansado de falar a mesma coisa quinhentas vezes para os seus filhos e eles não escutarem? Está cansado de chamar para almoçar, tomar banho, e ser solenemente ignorado?

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Então vem cá que eu vou compartilhar uma dica que tem dado certo aqui em casa: a tática do alarme. Quando meus filhos estão entretidos com alguma brincadeira e não querem parar para fazer alguma outra coisa, como se trocar para ir para a escola, eu combino com eles que eles terão mais X minutos para curtir aquela atividade, e coloco o alarme do celular ou do relógio para tocar depois desse período.

Quando o alarme toca, eu aviso que agora é hora de fazer o que combinamos. Eu acho que funciona, e essa explicação é puro chute meu, porque isso dá um tempo para a criança processar que cada coisa tem a sua hora e que dali a pouco é hora de outra atividade.

Essa tática vale também para quando vocês estão em uma festa ou alguma atividade muito divertida e as crianças não querem ir embora de jeito nenhum. É sempre melhor avisar antes que está quase na hora de ir para casa do que tirar os pequenos do lugar abruptamente.

Não vou dizer que essa tática é infalível. Para algumas crianças funciona, para outras não. Tenho um casal de gêmeos de três anos e quatro meses. Para o menino, o alarme é tiro e queda. Quando toca ele para tudo e vai fazer o que tínhamos combinando. Já com a menina não é 100% das vezes que isso funciona, mas na maioria das vezes o alarme me ajuda a fazer com que ela me ouça.

E você, já tentou usar essa tática do alarme? Compartilhe outras dicas aqui!

Foto: Eduardo Merille / CC-BY-SA_icon.svg

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A importância dos contos de fada para o desenvolvimento infantil

Bela

Estreia nesta quinta-feira (16), nos cinemas, uma versão “live-action”, ou seja, com atores de carne e osso, da animação “A Bela e a Fera”. Lançado em 1991, o desenho animado foi sucesso absoluto de bilheteria e se tornou um dos desenhos mais queridos da Disney (leia a resenha do filme mais abaixo).

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A primeira versão da clássica história da moça meiga, doce e inteligente que se apaixona por uma criatura horrível e cruel, que na verdade é um príncipe amaldiçoado, foi publicada pela escritora francesa Gabrielle-Suzanne Barbot de Villeneuve em 1740. Como todo conto de fadas, já ganhou diferentes variações ao longo dos séculos. Mas todas elas são cheias dos elementos comuns às narrativas deste gênero: personagens estereotipados, divisão entre o bem e o mal, a redenção pelo amor.

Os contos de fadas surgiram há séculos como forma de ensinar lições e apresentar o complexo mundo adulto às crianças. Se para quem é gente grande já difícil entender sentimentos, intenções, etc, para os pequenos é ainda mais complicado. “É por isso que, nos contos de fadas, os valores são muito exacerbados”, diz a psicóloga Gisela Monteiro, doutora em psicologia social na USP.

Ou seja, os bons são bons mesmo, e os maus são maus mesmos. Aqueles que se transformam ao longo da jornada só conseguem passar por isso pela força de um sentimento muito nobre. É o caso da Fera, que se torna uma criatura mais sensível pela força do amor de Bela.

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Ilustração de Walter Crane para “A Bela e a Fera”, 1874

Outro papel dos contos de fada é auxiliar a criança a dar nomes aos sentimentos. É mostrar que, quando a pessoa se sente traída ou abandonada, é normal chorar e sentir tristeza, por exemplo. “Eles ajudam a organizar e estruturar a experiência emocional”, diz Gisela. E as crianças, por sua vez, vão representar esses sentimentos nas brincadeiras de faz de conta.

Os conto exibem uma variedade de sentimentos. Assim como as histórias mostram tramas que envolvem afeto, cooperação, dedicação e amor, também vão mostrar um lado cruel, mesquinho, egoísta e individualista do ser humano. O importante é ressaltar para a criança que aquilo é apenas uma história de ficção, um outro universo. “As histórias mesmas dizem: ‘era uma vez’. Ou seja, aquilo aconteceu em um tempo e um lugar que não existem”, diz Gisela.

A convivência com os livros pode acontecer desde bebê, mas as histórias devem se adaptar à idade da criança. “Não dá para ler um livro longo para uma criança de um ano”, diz Gisela. Portanto, uma dica é procurar livros adequados à idade ou contar uma versão resumida e adaptada dos contos. A extensão e a complexidade das histórias podem ser aumentadas conforme a capacidade de compreensão do pequeno. Com o tempo a criança também vai manifestar seus gostos pessoais.

Resenha: “A Bela e a Fera”, o filme
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O live-action que chega aos cinemas nesta quinta-feira (16) é inteiramente baseado na animação de 1991. Tirando uma ou outra diferença, o filme é uma reprodução bem fiel do desenho animado – incluindo cenas e músicas exatamente iguais. Dirigido por Bill Condon (de “A Saga Crepúsculo: Amanhecer” e “Dreamgirls”), funciona mais como uma homenagem à animação do que como uma história nova.

Quem esperava ver uma trama contada de maneira diferente ou sob outro ponto de vista vai se decepcionar. Mas aqueles que curtiram o desenho na infância vinte e poucos anos atrás e desejam reviver aquela experiência provavelmente vão gostar bastante. Para quem ainda não conhece direito a história e não assistiu ao desenho, o filme funciona bem como uma apresentação do conto.

A escolha de Emma Watson para o papel principal foi bem acertada. A atriz é carismática e consegue equilibrar a doçura com a inteligência e um toque de rebeldia de Bela. Assim como na história original, Bela adora ler e é considerada esquisita pelo povo de sua aldeia. No novo filme,ela é ainda mais independente. A garota inventa uma “máquina” de lavar roupas, para aliviar o trabalho doméstico pesado, e ensina meninas mais novas a ler, enfrentando a fúria dos aldeões que achavam que lugar de mulher era em casa (apenas os meninos frequentavam a escola na época).

Porém, esse toque de modernidade é apenas um pano de fundo para a história principal: a do príncipe egoísta e cruel que maltrata uma velha feiticeira e acaba sendo transformado em uma criatura terrível, condenado a viver daquela maneira até ser capaz de amar alguém e ter esse amor retribuído. Por conta de um deslize bobo do pai, a Fera aprisiona o homem, e a corajosa Bela toma seu lugar como prisioneira. Aos poucos, a garota vai percebendo que a criatura tem um lado bom.

Uma das críticas em relação ao filme é que a edição às vezes se mostra um pouco apressada. Isso fica claro na relação dos personagens principais. Bela passa muito rapidamente de uma prisioneira, que deveria sentir-se revoltada em relação a seu captor, para amiga da Fera. Incomoda um pouco ver a personagem tão resignada e tranquila dentro de uma situação abusiva. image006

O filme reforça a relação de Bela com o pai e, de novidade, mostra um pouquinho da história da mãe da Bela e também da mãe da Fera. É uma passagem muito rápida, mas que explica por que o príncipe tinha aquela personalidade detestável no começo da narrativa.

Os outros atores que merecem destaque são Luke Evans, como o vilão canastrão Gaston, e Josh Gad, como seu lacaio LeFou. A propósito, se você ouviu falar de cenas polêmicas envolvendo um personagem gay, esqueça. Sim, LeFou é homossexual e se sente claramente atraído por Gaston. Mas não há nenhuma cena que seja imprópria para menores, e o fato de LeFou ser gay não muda em nada a história principal.

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Coadjuvantes de luxo, os atores que interpretam os objetos encantados do castelo reúnem nomes de peso, como Ewan McGregor, Emma Thompson, Ian McKellen e Stanley Tucci, e conseguem envolver e até emocionar o espectador.

A Fera, interpretada por Dan Stevens, não é ruim, mas podia ser melhor. A produção do filme misturou maquiagem com computação gráfica. O resultado é satisfatório mas, com toda a tecnologia cinematográfica disponível hoje em dia, era de se esperar que víssemos uma criatura mais expressiva na tela.Beastmenor

Em resumo, “A Bela e a Fera” é um filme bonito, muito bem-feito em relação ao figurino, cenários e adaptação histórica, com momentos tocantes e atuações boas. Não é uma produção que vá mudar a história do Cinema, mas vale o ingresso e a pipoca.

Fotos: Divulgação / Disney