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Boneca Momo no YouTube Kids: fake news ou realidade?

Nesta semana pais e mães voltaram a se preocupar com uma história que tem ares de lenda urbana, mas que alguns juram que existe de verdade: a boneca Momo.

Momo

Captura de imagem do vídeo divulgado pelo site “Guff Dump”, sem nenhuma evidência de que foi encontrado no YouTube Kids

Alguns relatos começaram a reaparecer nesta semana de pessoas que disseram terem visto vídeos com a figura assustadora em vídeos inocentes do aplicativo YouTube Kids, como vídeos que ensinam a fazer slime. De acordo com esses relatos, a boneca Momo estaria ensinando as crianças a cometerem suicídio.

Segundo a coluna desta quarta-feira (20) de Sonia Racy no jornal “O Estado de São Paulo”, o Procon SP notificou o Google e o WhatsApp para que suspendam a veiculação de vídeos nos quais a personagem está inserida. “Chegou ao conhecimento do Procon-SP que vídeos voltados ao público infantil, veiculados no Youtube e WhatsApp, são interrompidos com inserções de uma animação em que uma personagem identificada como ‘Momo’ incita e demonstra práticas suicidas e ações violentas”, diz o comunicado.

O Procon deu às duas empresas um prazo de 48 horas, a partir desta quarta-feira, para prestar esclarecimentos sobre a fonte e a distribuição dos vídeos da boneca.

O YouTube, por sua vez, divulgou o seguinte esclarecimento: “Ao contrário dos relatos apresentados, não recebemos nenhuma evidência recente de vídeos mostrando ou promovendo o desafio Momo no YouTube Kids. Conteúdo desse tipo violaria nossas políticas e seria removido imediatamente. Também oferecemos a todos os usuários formas de denunciar conteúdo, tanto no YouTube Kids como no YouTube. O uso da plataforma por menores de 13 anos deve sempre ser feito pelo YouTube Kids e com supervisão dos pais ou responsáveis. É possível que a figura chamada de “Momo” apareça em vídeos no YouTube, mas somente naqueles que ofereçam um contexto sobre o ocorrido e estejam de acordo com nossas políticas. Para mais detalhes, vale consultar a página sobre Segurança Infantil no YouTube”.

Como o novo boato surgiu
Segundo o site E-Farsas, que se dedica a desmentir boatos na internet desde quando as pessoas ainda nem usavam o termo “fake news”, o ressurgimento das histórias sobre a Momo aconteceu em meados de fevereiro deste ano, quando a página no Facebook “Love Westhoughton”, dedicada a falar sobre uma cidade inglesa, publicou o relato de uma mãe dizendo que o filho tinha visto a Momo em um vídeo, mas sem citar o YouTube Kids.

Poucos dias depois, o jornal “The Manchester Evening News” reproduziu o relato, mas sem apresentar nenhuma evidência. A partir daí, a história foi sendo espalhada por outros jornais ingleses até chegar em veículos americanos. Até Kim Kardashian publicou um apelo ao YouTube para que retirassem o vídeo da Momo do site.

No fim de fevereiro, um site chamado “Guff Dump” publicou um vídeo da Momo em que a boneca, em inglês, dava instruções para crianças de como elas poderiam se automutilar com objetos cortantes. O vídeo aparece como se tivesse sido inserido dentro de outro vídeo com conteúdo voltado para crianças. Mas, de novo, não havia nenhuma evidência de que esse vídeo estivesse sendo veiculado dentro do YouTube Kids. Ou seja, pode ter sido apenas alguma montagem criada pelo próprio Guff Dump ou por outra pessoa.

Momo no Brasil
A história da Momo explodiu de novo no Brasil a partir do dia 15 deste mês, quando a revista Crescer publicou uma matéria em seu site que trazia o depoimento de uma mãe de Campinas que dizia ter recebido um vídeo da Momo no Whatsapp e que, ao conversar com a filha de oito anos, a menina teria dito que já viu a boneca macabra. Mas, de novo, não ficou esclarecido onde a menina viu a imagem, se foi no Whatsapp, no Facebook ou em algum outro site. Novamente não foi apresentada nenhuma evidência de vídeos da Momo no YouTube Kids.

Desde então surgiram relatos nos comentários do site da revista e também no Twitter de usuários brasileiros que dizem ter visto a Momo. Mas ainda sem links ou provas de que a Momo apareceu dentro dos vídeos infantis do YouTube Kids. Em entrevista à revista Crescer, em uma matéria posterior àquela que trazia o relato da mãe, o gerente de comunicação do YouTube Cauã Taborda dá uma possível explicação para os relatos: “As pessoas confundem o que é o YouTube Kids e o que é o YouTube convencional. Se um adulto estiver logado na sua conta do Youtube convencional e procurar por ‘Momo’, poderá, sim, encontrar vários vídeos em que ela aparece”, diz.

O blog Cabeça de Criança assistiu a vários vídeos no YouTube Kids e, por enquanto, não encontrou nenhuma imagem da boneca Momo inserida em vídeos voltados para crianças. Portanto, diante da falta de evidências, até o momento consideramos que essa história é fake news.

É claro que, se alguém fizer uma busca por “Momo” no Google ou no YouTube “adulto”, como explicou Cauã Taborda, essa pessoal vai encontrar diversas imagens e vídeos da boneca sinistra. É por isso que os pais devem sempre acompanhar o que os filhos assistem na internet, principalmente os menores. E devem controlar os sites que as crianças acessos, colocar filtros e bloqueios, enfim, ver junto e monitorar o tempo todo o que os filhos estão vendo.

Origem da Momo
Os primeiros relatos sobre a boneca Momo começaram a se espalhar no meio do ano passado. O boato era de que alguém se passando pela boneca contatava crianças e adolescentes pelo Whattsapp e propunha desafios que envolviam agressões, automutilações e até suicídio.

Existem até algumas matérias especulando uma ligação das mensagens da boneca a casos reais de suicídio, mais ou menos o mesmo que aconteceu com o tal “desafio da baleia azul”. Mas nenhuma conexão foi confirmada pelas polícias dos locais onde os suicídios ocorreram.

Ainda de acordo com o site E-Farsas, a imagem que deu origem à história da Momo é uma escultura de um metro de altura, criada em 2016, que foi apresentada em uma galeria de arte em Tóquio chamada “Vanilla Gallery”, em uma exposição sobre fantasmas. O artista que modelou a escultura, Keisuke Aiso, declarou que a jogou fora no ano passado e que não tem nenhuma relação com a disseminação dessas histórias pela internet.

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Veja a programação dos bloquinhos infantis do Carnaval de São Paulo 2019

Já leu nossas dicas para pular Carnaval com crianças pequenas, com toda segurança e conforto que eles merecem?

Então agora é só escolher onde curtir a folia com os pequenos.

Selecionamos alguns dos bloquinhos/bailes mais legais que vão rolar na cidade de São Paulo entre sábado (2) e terça-feira (5), tudo gratuito:

Sábado – dia 02/03

* Bloco Berço Elétrico
Autodenominado o primeiro bloco para bebês, o Berço Elétrico promete diversão para a família com infraestrutura para atender aos pequenos.
Presença dos personagens Peppa e George Pig.

Horário: das 10h às 14h
Endereço: Av. Dona Helena Pereira de Moraes, 200

* Bloco Urubózinho
O “filhote” do Bloco Urubó, da Freguesia do Ó, nasceu em 2014 e traz um carnaval para as crianças com diversas atrações, além da música. A folia vai ter piscina de bolinha, brincadeiras de rua e show com palhaço.

Horário: das 9h às 12h
Endereço: Largo da Matriz de Nossa Senhora do Ó, 215
Sai também no domingo, dia 03/03

Domingo – 03/03

* Bloco Gente Miúda
O Bloquinho Gente Miúda foi idealizado pela cantora Kel Figueiredo e pelo ritmista Nenel Filho em meados de 2016 e já virou um dos blocos com repertório infantil mais procurados na cidade, atraindo um grande público. Prepare-se para encarar ruas cheias de foliões.

Horário: das 10h às 14h
Endereço: Sai da Av. Prof. Alfonso Bovero, 546, Perdizes

Segunda e terça – 04/03 e 05/03

* Carnaval com Lili Flor & Paulo Pixu
Os bailinhos de Carnaval do Sesc Vila Mariana costumam ser bem animados. Lili Flor & Paulo Pixu são músicos, narradores itinerantes e arte-educadores que há muito tempo pesquisam e atuam na área de educação, música, literatura, teatro e narração de histórias.

Horário: das 11h às 13h
Endereço: Rua Pelotas, 141, Vila Mariana
Acontece também na terça-feira, 05/03, no mesmo horário


* Bloco Sainha de Chita
O bloco traz temas musicais do universo infantil tocados nos ritmos e gêneros do Carnaval, como marchinha, frevo, ijexá, axé, carimbó e samba. São canções clássicas do Carnaval e composições autorais que abordam o sentimento infantil no meio da folia. Com o astral e a energia trazidos das ruas da Pompeia, onde sai todos os anos, o Sainha de Chita faz uma grande festa – e deposita toda a esperança no futuro da brincadeira. Os foliões são convidados a vestir roupas de chita para entrar no clima.

Horário: das 14h às 15h30
Endereço: Rua Pais Leme, 195
Acontece também na terça-feira, 05/03, no mesmo horário

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Veja nossas dicas para curtir o carnaval com bebês com segurança e conforto

O Carnaval chegou e você quer curtir a folia com as crias? Sem problemas mas, quanto menor a criança, mais cuidados são necessários para garantir a saúde e bem estar dos pequenos.

Leia também:
Programação dos bloquinhos infantis do Carnaval 2019 em São Paulo

Torça para que a chuva dê uma trégua e veja as dicas da pediatra Ana Larissa Melo, do Sistema de Saúde Hapvida:

1 – Bebês podem frequentar o carnaval de rua no mínimo a partir dos seis meses de idade, quando as primeiras doses das principais vacinas já foram ministradas. Prefira blocos infantis ou com perfil familiar, mais tranquilos, que aconteçam durante o dia e em locais abertos, arborizados ou com sombra. Nota da autora do blog: a primeira vez que levei meus filhos num bloquinho de carnaval eles tinham um ano e pouco e não deram a mínima. Só começaram a curtir esse tipo de evento com dois anos e pouco, três anos. Mas claro que cada criança é uma e cada família sabe que tipo de evento se adequa ao seu estilo.

Se estiver muito calor você pode procurar blocos de carnaval em lugares fechados, como clubes e unidades do Sesc.

2 – Bebês lactantes não devem permanecer por muito tempo na folia pelo risco de desidratação e pela exposição a altas temperaturas. Até dois anos de idade, não se deve permanecer por mais de duas horas na folia. Crianças maiores de três anos já podem permanecer até quatro horas. Sempre respeitando os limites de cada um e evitando exageros.

3 – Leve lanchinhos, como frutas bem lavadas, sanduíches feitos em casa, sucos, água e biscoitos integrais. Armazene-os em recipientes bem fechados e térmicos. Evite comidas de rua, pois não se sabe como esses alimentos foram manipulados.

4 – O intervalo entre uma troca de fralda e outra não deve ultrapassar quatro horas. Não deixe que a fralda fique muito cheia de urina para evitar assaduras nos bebês. Se o bebê fizer cocô, a troca precisa acontecer o mais breve possível. Leve lenços umedecidos e tenha uma quantidade razoável de fraldas descartáveis de boa absorção.

5 – Hidrate muito a criança, oferecendo água por todo o trajeto. Leve garrafinhas de água bem abastecidas. Água de coco ou sucos de frutas também são boas opções.

6 – Em geral não são necessários protetores de ouvido, mas você pode levar protetores auriculares adequados para a idade, caso a criança se sinta incomodada. De qualquer maneira, evite ficar muito próximo às caixas de som, principalmente com crianças menores de um ano. Principalmente nesta idade, evite ficar muito próximo às caixas de som.

7 – Use filtro solar de fator mínimo de 30 FPS (mesmo que esteja nublado) na criança, e reaplique a cada duas horas, além de usar chapéus ou bonés. Roupas com fator de proteção solar e óculos escuros não são obrigatórios, mas ajudam. Quanto mais acessórios para garantir a proteção do bebê, melhor. O melhor horário para a exposição ao sol é até às 10h e após às 16h.

8 – As fantasias dos bebês devem ser de tecido leve, arejado, como o algodão, e não apertar a criança. Quanto menos adereços, melhor. Evite objetos pontiagudos. Capas devem bater no máximo até a cintura. Após os dois anos de idade é liberado usar alguma pintura antialérgica, atóxica e hipoalergênica, especialmente indicada para crianças. Opte por marcas conhecidas e use com moderação para evitar alergias e intoxicações. Evite sempre a área dos olhos. Não é aconselhável usar maquiagens, glitter e spray colorido no corpo e cabelos de bebês ou crianças com menos de dois anos de idade.

9 – Os sprays de espuma podem causar alergias nas crianças e ardência nos olhos. Opte por confetes, evitando os de alumínio, que podem ser cortantes.

Fontes: Ana Larissa Melo, do Sistema de Saúde Hapvida, e fraldas Pom Pom

 

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Dar muito colo “estraga” o bebê? O bebê faz manha para ganhar colo?

Dando respostas curtas e grossas: não e não. Em resumo, dar muito colo para o bebê ajuda no desenvolvimento psicológico e físico da criança. E, por colo, estamos falando de algo mais amplo do que carregar o filho nos braços. Estamos falando de abraçar, tocar, beijar, conversar, em suma, dar atenção.

Esses foram os assuntos debatidos em encontro realizado pelo laboratório Sanofi no último dia 14, em São Paulo, que reuniu especialistas e pais.

Como a psicanalista Vera Iaconelli explica, o parto já é o primeiro choque da vida do bebê. No útero o bebê está confortável, não sente fome nem frio. Ele ouve os barulhos da mãe: o ruído do pulmão, do intestino, e está confortável e acolhido. “Mesmo no parto mais bacana, imagina sair desse aconchego para o mundo, é como cair em um abismo”, afirma. “É claro que o bebê nasce com essa sensação de voltar para o colo”.

Ou seja, aquela noção de que o bebê chora para “fazer manha” ou “manipular os pais” não faz sentido. “Um bebê não tem nem a capacidade cognitiva de fazer isso”, afirma a pediatra

Florência Fuks. Segundo a médica, nos primeiros meses de vida, o estar solto, estar sozinho no berço, é de fato angustiante para a criança.

Para Vera Iaconelli, o bebê que não recebe colo pode crescer com necessidade de amadurecer rápido demais. “A criança fica tensa, preocupada, não relaxa”, diz.

Além disso, no começo da vida o bebê não tem noção do próprio corpo, não sabe onde começa a cabeça e onde termina o pé. “São os cuidadores que vão dando o toque e vão ajudando o bebê a entender o formato que ele tem. E é nessa troca de toques e cheiros que os pais vão formando a cumplicidade com os filhos, construindo um vínculo, o que para o ser humano é fundamental”, diz.

Para a pediatra, os pais não devem ter receio de dar carinho em excesso, com medo de mimar demais os filhos, porque não é isso que vai “estragar” a educação dos filhos. E, para a médica, é mais fácil corrigir o excesso do que a falta de atenção.

A médica também afirma que ter uma rede de apoio da família “blinda” a criança de situações estressantes da vida, como uma separação dos pais ou uma morte ou doença grave em alguém próximo. Quando não há essa proteção, uma situação de estresse extremo, como viver em condições de pobreza extrema ou em ambientes violentos, pode se tornar tóxico, afetar as conexões neuronais, podendo causar problemas de aprendizado, e até aumentar o risco de o indivíduo desenvolver, futuramente, problemas de saúde como pressão alta, diabetes e câncer.

Isso não significa que os pais (especialmente a mãe, que costuma passar mais tempo com o bebê no início da vida) precisam ficar 24 horas por dia grudados com o filho. Passado o período “simbiótico” dos três primeiros meses, quando o bebê precisa de mais colo mesmo, os pais, ou um dos dois, pode se ausentar em algum momento. “É também necessário não estar em alguns momentos, para o bebê dar conta dele consigo mesmo, se suportar sozinho um pouquinho”, diz

A psicanalista Vera Iaconelli concorda. É preciso deixar o filho andar com as próprias pernas conforme ele cresce. “A criança vai perdendo esse lugar do colo mas ganha o mundo, os amigos, a escola, as brincadeiras. Se a mãe não ficar muito triste com esse desapego, vai ter um filho que se desenvolve, o que é ótimo”. Mas o “colo” é para sempre. Dar colo também é ouvir, dar atenção, é o que os humanos fazem uns pelos outros para mostrar que estão reconhecendo seu sofrimento.

Para o blogueiro Thiago Queiroz, do Paizinho, Vírgula!, o colo paterno também é muito importante, até por ser um colo diferente do da mãe que amamenta. “Sou a favor do colo em livre demanda. Tirando amamentar e parir, o pai pode fazer tudo o que a mãe faz, dar colo, fazer dormir etc”.

A atriz Sheron Menezes, também presente no evento, se define como uma mãe que dá muito colo para o filho, mas acha importante os pais se policiarem para não sufocarem os filhos. “Às vezes os pais querem dar o colo, pegar, e a criança não quer naquele momento”, afirma.

Portanto, da próxima vez que alguém te criticar por dar muito colo para o seu bebê, diga a essa pessoa que estudos comprovam que carinho e atenção formam crianças mais seguras e ajudam até no seu desenvolvimento intelectual e físico.

Foto: Ryan Polei

 

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Cinco dicas para adaptar as crianças ao fim do horário de verão

O horário de verão acabou no último sábado, 16, quando os relógios foram atrasados em uma hora. Algumas pessoas demoram alguns dias para se adaptar a essas mudanças de horário.

E, como hoje é segunda-feira, o primeiro dia útil após o fim do horário de verão, talvez alguns indivíduos, principalmente as crianças, ainda não tenham se habituado totalmente. Os pequenos que são mais sensíveis a essa alteração de horário podem ter dificuldades para dormir, o que, por sua vez, pode bagunçar a sua rotina.

Durante o sono as crianças produzem o hormônio do crescimento. “Esse hormônio é um dos responsáveis por fixar no cérebro o que a criança aprendeu durante o dia”, afirma a pediatra Márcia Yamamura. Portanto, noites mal dormidas podem diminuir a capacidade de memória e concentração.Para evitar esses problemas, reunimos algumas dicas para ajudar na transição de horários, de acordo com Márcia Yamamura e Paulo Rocha, clínico geral do Hospital Santa Paula:

1 – Não estranhe se a criança estiver mais preguiçosa ou com menos apetite do que o habitual, e tenha paciência se seu filho demonstrar cansaço e mau humor.

2 – Ofereça o jantar mais cedo e dê preferência a refeições mais leves, de fácil digestão.

3 – Não ofereça à criança alimentos pesados e estimulantes no período noturno, como doces.

4 – Comece a rotina do sono uma hora antes de deitar. Comece desligando eletrônicos, como celulares, tabletes e TV. De acordo com o clínico geral Paulo Rocha, a luz azul na retina atrasa a produção de melatonina, o hormônio do sono.

5 – Não inicie atividades muito agitadas com as crianças à noite. Dê preferência para brincadeiras mais calmas, como montar um quebra-cabeça ou desenhar. O ambiente deve estar tranquilo. “Uma boa ideia é ler uma história, já na cama”, afirma Márcia Yamamura.Seguindo essas dicas vai ficar mais fácil não apenas se adaptar ao horário de verão, mas também implementar uma rotina saudável de sono para o ano todo.

Foto de niños creado por freepik – http://www.freepik.es

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Dicas para alugar carro com cadeirinha em viagens com crianças

Nessas férias de janeiro fizemos uma viagem incrível em família para o Mato Grosso, passando por Bom Jardim, distrito de Nobres, cidade conhecida pelos rios cristalinos cheios de peixes, cachoeiras e paisagens lindas, e também indo até o Pantanal. Em breve teremos post sobre esses destinos.

Leia também:
6 dicas para viajar com crianças
Passear com criança é tudo de bom!

Como iríamos chegar em Cuiabá de avião e conhecer dois destinos em lados opostos – Nobres fica ao Norte da capital mato-grossense, e o Pantanal fica mais ao Sul, decidimos alugar um carro para facilitar os deslocamentos.

Eu nunca tinha alugado carro em uma viagem antes, muito menos com as crianças. Então fui pesquisar preços e verificar se as agências tinham cadeiras/assentos elevatórios disponíveis. Meus filhos estão em uma idade (cinco anos) e peso em que eles tanto podem usar cadeiras infantis quanto os assentos elevatórios.

Mas não pensei que fosse ser difícil encontrar uma locadora de veículos que tivesse as cadeirinhas disponíveis.

Primeiro levantei três locadoras entre as mais conhecidas que contam com agências próximas ao aeroporto: Localiza/Hertz, Movida e Unidas, e comecei as pesquisas.

Entrei no site da Localiza e esbarrei na primeira dificuldade: não havia a opção de, ao fazer a reserva pelo site, optar pelo adicional da cadeirinha. Liguei na agência de Cuiabá e a atendente confirmou que não era possível reservar esse assessório pelo site, e que só dava para saber se haveria alguma cadeira disponível no momento da retirada do carro. Ah, que ótimo, pensei, você chega lá com a criança e descobre na hora que não tem cadeira? Como pegar estrada desse jeito?

Hoje, ao escrever esse post, entrei de novo no site e vi que apareceu a opção de reservar a cadeira. Liguei novamente na agência e a atendente me falou que, ao contrário do que a primeira atendente tinha me informado, é possível sim reservar as cadeirinhas com antecedência. Mas, quando essa opção não aparece no site, é porque não há assentos disponíveis naquela agência, para aquela data. Aí precisa ligar na central de atendimento e eles vão verificar se realmente não há disponibilidade e avisar o cliente. Enfim, achei as informações desencontradas e um caminho não tão prático para quem quer fazer a reserva 100% online.

Já desisti dessa locadora e passei para a próxima, a Movida. Outro percalço: no formulário de reserva do site só era possível selecionar uma cadeira/assento, e eu precisava de duas. Liguei na agência e a atendente confirmou que era aquilo mesmo: só dava para reservar uma cadeira. Ironicamente respondi que então ia fazer uni-duni-tê com meus filhos para decidir qual dos dois viajaria seguro na cadeira e qual viajaria solto no banco. Ela sugeriu que eu fizesse duas reservas, com uma cadeira em cada uma, e na hora de retirar o carro eu pegaria as duas cadeiras e cancelaria uma das reservas. A atendente também sugeriu que, na véspera da viagem, eu ligasse para a agência para ver se tinha alguma cadeira disponível e aí então eles as guardariam para mim. Eram algumas saídas, mas não queria correr o risco de não conseguir as cadeiras na véspera da viagem e fiquei irritada com a falta de praticidade de ter que fazer duas reservas.

Aliás, uma das atendentes ou da Localiza, ou da Movidas, me deu a seguinte (e absurda) sugestão: ela disse que alguns clientes, ao chegar na agência e não encontrar cadeirinhas disponíveis, pegavam o carro e saíam para comprar uma. Legal, né? Você chega lá, quer pegar o carro para seguir viagem e tem que rodar pela cidade (que muitas vezes você não conhece) para encontrar uma loja e comprar uma cadeirinha. Sem contar o gasto imprevisto. E depois, na hora de ir embora. você faz o que com a cadeira? Totalmente sem noção.

Chico_carroEntão parti para a terceira opção. Visitei o site da Unidas e, finalmente, encontrei um sistema que permitia reservar duas cadeiras de uma vez só. Fiz a reserva em poucos minutos. Depois, liguei na agência para garantir que eles reservariam mesmo as cadeiras, porque não queria ter uma surpresa negativa de chegar na hora e o estoque ter esgotado, algo assim. A atendente foi super solícita, garantiu que as cadeiras estariam lá e ainda me perguntou a idade das crianças e disse que ia deixar separadas tanto as cadeiras quanto os assentos, para eu verificar na hora quais se ajustariam melhor ao tamanho dos meus filhos. Claro que, com esse atendimento personalizado e simpático, optei pela Unidas.

Quanto aos preços, pelas simulações que eu fiz no site, com carros de categorias semelhantes, verifiquei que a locadora mais em conta das três era a Movida, seguida pela Unidas, com uma diferença pequena de valor, e em terceiro lugar a Localiza, a mais cara das três.

Então, para quem vai viajar com crianças em carro alugado, sugiro seguir esses passos:

– Pesquise quais agências estão disponíveis próximas do aeroporto ou rodoviária, se for o caso, onde você vai chegar. Veja se eles têm serviço de transfer gratuito do aeroporto para a agência;

– Entre nos sites das agências e compare os preços. Não se esqueça de escolher categorias semelhantes de automóveis — com ou sem ar-condicionado (mas escolha com ar, pelo amor do seu conforto!); motor 1.0, 1.4 ou 1.60, se é sedan ou hatch etc — se não a comparação não vai fazer sentido. E verifique também se o tamanho do porta-malas do carro é compatível com a sua bagagem. Nos escolhemos um carro pequeno, para economizar, e nossas malas couberam justinho. Se tivéssemos muita bagagem, teríamos que alugar um automóvel maior;

– Reserve as cadeiras ou assentos de elevação junto com a reserva do carro, pelo site ou, se a locadora não oferecer essa opção, por telefone. Se tiver dúvida, ligue para a agência para se certificar de que eles têm o equipamento certo para o tamanho do seu filho (bebê conforto, cadeira ou assento de elevação);

– Ao alugar o carro, você vai precisar pagar por um seguro contra roubos e batidas. Quer dizer, não é obrigatório, mas é altamente recomendável, pois se acontecer algo o seu prejuízo será muito maior. Algumas bandeiras de cartão de crédito oferecem esse tipo de seguro sem custo adicional se você pagar pelo aluguel com o cartão deles. Verifique se é o caso do seu. No nosso caso, nosso cartão oferecia esse seguro, mas não cobria danos a terceiros, ou seja, se nós batêssemos em outro carro. Então contratamos com a locadora somente esse seguro (eles são separados, um seguro é para se o carro alugado for roubado ou baterem nele, e o outro seguro é se você, locatário, bater em outro carro), e foi bem baratinho.

Então é isso, certifique-se de que a locadora fornece a cadeirinha apropriada para o seu filho, não corra riscos desnecessários e boa viagem!

OBS: Esse NÃO é um post pago, apenas um relato de uma cliente que realmente usou o serviço 

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Dica de presente barato para este Natal para as crianças

Aqui em casa a contação de histórias ocupa uma boa parte do nosso tempo. Seja lendo livros ou inventando da nossa cabeça, as crianças estão sempre pedindo por histórias e mais histórias, principalmente na hora de dormir.

Leia também:
A Importância dos Contos de Fadas para o Desenvolvimento Infantil
Dicas de leitura

Por isso achamos interessante os Contos Narrados Disney, lançados em dezembro pelo Uol EdTech e que foram testados e aprovados aqui em casa. O produto é uma latinha decorada que vem com um passaporte com códigos de acesso às historinhas e um jogo da memória com os personagens. Dá para acessar o link pelo computador ou celular, e os códigos, quando ativados, dão acesso às histórias durante seis meses.

O passaporte também dá acesso a ebooks para download e impressão com mais de 200 páginas cheias de atividades de crianças podem pintar, desenhar etc.

pixar.jpgClassico.jpgJunior.jpgPrincesa

Segundo a Abrinq, as histórias infantis são uma ferramenta importante na formação da identidade e dos valores das crianças. Ajudam a desenvolver o imaginário, as capacidades cognitivas e a inteligência emocional, além de promover uma oportunidade para estreitar os vínculo com os pais.

Minha única crítica ao produto é a duração da validade dos contos, de seis meses. Acredito que poderiam ter validade vitalícia, como quando você compra uma música ou um filme em serviços de mídia digital.

Os contos narrados podem ser encontrado em lojas de brinquedos e papelarias e o preço sugerido de cada latinha é de R$ 39,90.

Na Amazon você encontra os contos narrados por R$ 28,73.

Contos narrados Disney Pixar

* Contos narrados Disney Princesas

* Contos Narrados Disney Mickey Mouse

* Contos Narrados Disney Junior

* Contos Narrados Disney Frozen

Disclaimer: O Cabeça de Criança faz parte do programa de afiliados Amazon. Comprando as latinhas dos contos narrados pelo site, uma parcela do valor da compra será direcionado para este blog.