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Dica para organizar a rotina com as crianças

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Você está cansado de falar a mesma coisa quinhentas vezes para os seus filhos e eles não escutarem? Está cansado de chamar para almoçar, tomar banho, e ser solenemente ignorado?

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Então vem cá que eu vou compartilhar uma dica que tem dado certo aqui em casa: a tática do alarme. Quando meus filhos estão entretidos com alguma brincadeira e não querem parar para fazer alguma outra coisa, como se trocar para ir para a escola, eu combino com eles que eles terão mais X minutos para curtir aquela atividade, e coloco o alarme do celular ou do relógio para tocar depois desse período.

Quando o alarme toca, eu aviso que agora é hora de fazer o que combinamos. Eu acho que funciona, e essa explicação é puro chute meu, porque isso dá um tempo para a criança processar que cada coisa tem a sua hora e que dali a pouco é hora de outra atividade.

Essa tática vale também para quando vocês estão em uma festa ou alguma atividade muito divertida e as crianças não querem ir embora de jeito nenhum. É sempre melhor avisar antes que está quase na hora de ir para casa do que tirar os pequenos do lugar abruptamente.

Não vou dizer que essa tática é infalível. Para algumas crianças funciona, para outras não. Tenho um casal de gêmeos de três anos e quatro meses. Para o menino, o alarme é tiro e queda. Quando toca ele para tudo e vai fazer o que tínhamos combinando. Já com a menina não é 100% das vezes que isso funciona, mas na maioria das vezes o alarme me ajuda a fazer com que ela me ouça.

E você, já tentou usar essa tática do alarme? Compartilhe outras dicas aqui!

Foto: Eduardo Merille / CC-BY-SA_icon.svg

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A importância dos contos de fada para o desenvolvimento infantil

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Estreia nesta quinta-feira (16), nos cinemas, uma versão “live-action”, ou seja, com atores de carne e osso, da animação “A Bela e a Fera”. Lançado em 1991, o desenho animado foi sucesso absoluto de bilheteria e se tornou um dos desenhos mais queridos da Disney (leia a resenha do filme mais abaixo).

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A primeira versão da clássica história da moça meiga, doce e inteligente que se apaixona por uma criatura horrível e cruel, que na verdade é um príncipe amaldiçoado, foi publicada pela escritora francesa Gabrielle-Suzanne Barbot de Villeneuve em 1740. Como todo conto de fadas, já ganhou diferentes variações ao longo dos séculos. Mas todas elas são cheias dos elementos comuns às narrativas deste gênero: personagens estereotipados, divisão entre o bem e o mal, a redenção pelo amor.

Os contos de fadas surgiram há séculos como forma de ensinar lições e apresentar o complexo mundo adulto às crianças. Se para quem é gente grande já difícil entender sentimentos, intenções, etc, para os pequenos é ainda mais complicado. “É por isso que, nos contos de fadas, os valores são muito exacerbados”, diz a psicóloga Gisela Monteiro, doutora em psicologia social na USP.

Ou seja, os bons são bons mesmo, e os maus são maus mesmos. Aqueles que se transformam ao longo da jornada só conseguem passar por isso pela força de um sentimento muito nobre. É o caso da Fera, que se torna uma criatura mais sensível pela força do amor de Bela.

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Ilustração de Walter Crane para “A Bela e a Fera”, 1874

Outro papel dos contos de fada é auxiliar a criança a dar nomes aos sentimentos. É mostrar que, quando a pessoa se sente traída ou abandonada, é normal chorar e sentir tristeza, por exemplo. “Eles ajudam a organizar e estruturar a experiência emocional”, diz Gisela. E as crianças, por sua vez, vão representar esses sentimentos nas brincadeiras de faz de conta.

Os conto exibem uma variedade de sentimentos. Assim como as histórias mostram tramas que envolvem afeto, cooperação, dedicação e amor, também vão mostrar um lado cruel, mesquinho, egoísta e individualista do ser humano. O importante é ressaltar para a criança que aquilo é apenas uma história de ficção, um outro universo. “As histórias mesmas dizem: ‘era uma vez’. Ou seja, aquilo aconteceu em um tempo e um lugar que não existem”, diz Gisela.

A convivência com os livros pode acontecer desde bebê, mas as histórias devem se adaptar à idade da criança. “Não dá para ler um livro longo para uma criança de um ano”, diz Gisela. Portanto, uma dica é procurar livros adequados à idade ou contar uma versão resumida e adaptada dos contos. A extensão e a complexidade das histórias podem ser aumentadas conforme a capacidade de compreensão do pequeno. Com o tempo a criança também vai manifestar seus gostos pessoais.

Resenha: “A Bela e a Fera”, o filme
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O live-action que chega aos cinemas nesta quinta-feira (16) é inteiramente baseado na animação de 1991. Tirando uma ou outra diferença, o filme é uma reprodução bem fiel do desenho animado – incluindo cenas e músicas exatamente iguais. Dirigido por Bill Condon (de “A Saga Crepúsculo: Amanhecer” e “Dreamgirls”), funciona mais como uma homenagem à animação do que como uma história nova.

Quem esperava ver uma trama contada de maneira diferente ou sob outro ponto de vista vai se decepcionar. Mas aqueles que curtiram o desenho na infância vinte e poucos anos atrás e desejam reviver aquela experiência provavelmente vão gostar bastante. Para quem ainda não conhece direito a história e não assistiu ao desenho, o filme funciona bem como uma apresentação do conto.

A escolha de Emma Watson para o papel principal foi bem acertada. A atriz é carismática e consegue equilibrar a doçura com a inteligência e um toque de rebeldia de Bela. Assim como na história original, Bela adora ler e é considerada esquisita pelo povo de sua aldeia. No novo filme,ela é ainda mais independente. A garota inventa uma “máquina” de lavar roupas, para aliviar o trabalho doméstico pesado, e ensina meninas mais novas a ler, enfrentando a fúria dos aldeões que achavam que lugar de mulher era em casa (apenas os meninos frequentavam a escola na época).

Porém, esse toque de modernidade é apenas um pano de fundo para a história principal: a do príncipe egoísta e cruel que maltrata uma velha feiticeira e acaba sendo transformado em uma criatura terrível, condenado a viver daquela maneira até ser capaz de amar alguém e ter esse amor retribuído. Por conta de um deslize bobo do pai, a Fera aprisiona o homem, e a corajosa Bela toma seu lugar como prisioneira. Aos poucos, a garota vai percebendo que a criatura tem um lado bom.

Uma das críticas em relação ao filme é que a edição às vezes se mostra um pouco apressada. Isso fica claro na relação dos personagens principais. Bela passa muito rapidamente de uma prisioneira, que deveria sentir-se revoltada em relação a seu captor, para amiga da Fera. Incomoda um pouco ver a personagem tão resignada e tranquila dentro de uma situação abusiva. image006

O filme reforça a relação de Bela com o pai e, de novidade, mostra um pouquinho da história da mãe da Bela e também da mãe da Fera. É uma passagem muito rápida, mas que explica por que o príncipe tinha aquela personalidade detestável no começo da narrativa.

Os outros atores que merecem destaque são Luke Evans, como o vilão canastrão Gaston, e Josh Gad, como seu lacaio LeFou. A propósito, se você ouviu falar de cenas polêmicas envolvendo um personagem gay, esqueça. Sim, LeFou é homossexual e se sente claramente atraído por Gaston. Mas não há nenhuma cena que seja imprópria para menores, e o fato de LeFou ser gay não muda em nada a história principal.

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Coadjuvantes de luxo, os atores que interpretam os objetos encantados do castelo reúnem nomes de peso, como Ewan McGregor, Emma Thompson, Ian McKellen e Stanley Tucci, e conseguem envolver e até emocionar o espectador.

A Fera, interpretada por Dan Stevens, não é ruim, mas podia ser melhor. A produção do filme misturou maquiagem com computação gráfica. O resultado é satisfatório mas, com toda a tecnologia cinematográfica disponível hoje em dia, era de se esperar que víssemos uma criatura mais expressiva na tela.Beastmenor

Em resumo, “A Bela e a Fera” é um filme bonito, muito bem-feito em relação ao figurino, cenários e adaptação histórica, com momentos tocantes e atuações boas. Não é uma produção que vá mudar a história do Cinema, mas vale o ingresso e a pipoca.

Fotos: Divulgação / Disney

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Exposição sobre Frida Kahlo é feita sob medida para as crianças

Estreia neste sábado (11), em São Paulo, a exposição “Frida e Eu”. A mostra está sendo exibida na Unibes Cultural e conta a história da artista Frida Kahlo e é toda pensada para interessar e divertir as crianças.

De forma lúdica e interativa, os pequenos são introduzidos à arte ora colorida, ora soturna e enigmática da pintora. As crianças entendem como o grave acidente sofrido por Frida aos 18 anos mudou a sua vida e influenciou toda a sua arte. Também conhecem um pouco da história de sua família, de sua relação com a natureza e da paixão de Frida pelo marido, o também artista Diego Rivera.

Conheça um pouco mais da exposição:

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Nessa estação as crianças podem montar seu próprio “auto-retrato”, grudando figuras ao redor de um espelho

 

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Uma das atrações que as crianças mais curtem é o “esqueleto” de Frida. Ele mostra quais lugares do corpo ficaram machucados depois do acidente, provocando dores na pintora para o resto da vida, sofrimento que influenciou sua arte

 

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Essa estação reproduz o cavalete adaptado, com um espelho do teto, que Frida usava quando começou a pintar seus auto-retratos. Seu pai adaptou o equipamento quando a artista sofreu o acidente e precisou ficar imobilizada na cama durante meses 

 

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Aqui as crianças podem montar a árvore genealógica da família de Frida

 

Serviço:
Onde: Unibes Cultural – Rua Oscar Freire, 2500 – ao lado do metrô Sumaré
Horários: Segunda a sábado, das 10h30 às 19h30
Os ingressos custam entre R$ 12 e R$ 30. Às segundas-feiras a entrada é gratuita.

 

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Programação light para o Carnaval 2017 em São Paulo

Todo mundo que mora em São Paulo já percebeu que, a cada ano, aumenta o número de blocos de Carnaval pela cidade. Tem para todos os gostos: infantil, tradicionais, de axé, de pagode e até de música eletrônica e rap.

Para sair do lugar comum e ajudar àqueles foliões que procuram eventos mais tranquilos e abrigados do sol forte para curtir com os pequenos, preparamos essas dicas de programas mais sossegados para quem quer fugir dos blocos de rua. Aproveite o feriado!


Sábado – 25/02

O Bailinho de Carnaval dos Bichos – Livraria Cultura do Shopping Iguatemi
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A peça mostra os preparativos para o Carnaval na Floresta. A Joaninha está animada e já começou decorar a mata. Eis que surge o Macaco Maciel, que também pensou na comemoração e está enfeitando toda a floresta ao mesmo tempo em que a doce Joaninha. A floresta ainda mais colorida e festiva é um mistério para ambos, que ainda não se cruzaram. E agora? Como será a produção desta festa? Traga suas fantasias e descubra!

Serviço:
Dias: 25 e 26
Endereço: Av. Brigadeiro Faria Lima, 2232 – Jardim Paulistano – Livraria Cultura
Horários: às 15h e 17h
Senhas devem ser retiradas no local 30 minutos antes do início do espetáculo
Capacidade: 70 lugares
Entrada gratuita


Oficina Fantástico Gigante – Sesc Pompeia

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Os participantes irão criar máscaras inspiradas por seres fantásticos e híbridos para incrementar a brincadeira do Carnaval. Com os artistas Gina Dinucci e Marcio Marianno. O Sesc Pompeia tem muitas outras atividades programadas para todos os dias do feriado. Vale a pena ver a programação aqui.

Serviço:
Dias: 25 a 28
Endereço: Rua Clélia, 93, Pompeia
Inscrições nas Oficinas de Criatividade, 30 minutos antes do início da atividade.  
Vagas limitadas
Entrada gratuita


Domingo – 26/02

Espetáculo Mamulengo – BuZum! no MIS
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O grupo explora o universo da cultura popular por meio do teatro de mamulengo, um fantoche típico do nordeste brasileiro, especialmente do estado de Pernambuco. Encenado dentro de um ônibus-teatro, o enredo envolve uma aventura de dois amigos em pleno carnaval pernambucano. João cai num poço e sua amiga Joana precisa salvá-lo. Para isso, ela conta com a ajuda de um papagaio e de diversos personagens típicos da cultura popular presentes no carnaval nordestino.

Serviço:
Dia: 26
Endereço: MIS – Av. Europa, 158
Horários: 10h30, 11h30, 12h, 14h, 14h30, 15h30, 16h30
Retirada de senha no local com 1h de antecedência

Capacidade: 40 pessoas por sessão
Entrada gratuita
Oficina de customização de máscaras e barangandão na praia urbana Pipa SP

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Foto: Dani Ortiz


Você sabia que São Paulo tem uma praia urbana? Ela foi inaugurada neste mês de fevereiro, em uma área de 2 mil m2 em plena região central da cidade. Há árvores centenárias, chuveiros, deck, sol, atividades esportivas e oficinas culturais, de dança e intervenções artísticas.

Nesse domingo serão duas atividades. Uma é a oficina de máscaras de Carnaval, que vai contar como surgiu esse adereço e estimular a criatividade da molecada.

A outra oficina vai ensinar a fazer um “barangandão”. Esse brinquedo popular mineiro feito de tiras coloridas estimula a coordenação motora das crianças e a construção do imaginário lúdico através da confecção do adereço e das brincadeiras coreografadas com movimentos que estimulam o exercício corporal e a imaginação.

Serviço:
Dia 26/02
Endereço: Rua Doutor Alfredo Ellis, 198 – Bixiga
Horário: das 10h às 17h
Valor: R$ 15 em dinheiro ou R$ 18 no cartão 


Segunda-feira – 27/02

Bandinha do Saci – Sesc Vila Mariana
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Alguns integrantes do bloco carnavalesco curitibano Garibaldis e Sacis formaram a Bandinha do Saci para trazer ao público do Sesc o estilo do carnaval do sul do país, com marchinhas e cantigas tradicionais do universo infantil e carnavalesco.

Serviço:
Dias: 27 e 28/02
Endereço: Rua Pelotas, 141
Horário: 11h às 13h
Entrada gratuita


Carnaval no Pátio Paulista

Os mini foliões poderão pular em uma pista de dança, ao som de diversas marchinhas e músicas animadas comandadas por um DJ. Os pequenos ganharão um kit folia, com confetes e serpentinas, e as famílias também poderão fazer máscaras e maracas personalizadas. Guloseimas serão servidas e, para completar, o “Espelho Mágico” registrará a alegria da garotada em uma foto impressa, que pode será levada para a casa, como recordação.

Serviço:
Dias: 25 a 27 de fevereiro
Endereço: Rua 13 de maio, 1947
Horário: das 14h às 20h
Duração de sessão: 30 minutos
Capacidade: 14 crianças por sessão
Classificação: até 10 anos
Entrada gratuita


Terça-feira – 28/02

Confecção de máscaras de Carnaval no MAM
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O Museu de Arte Moderna de São Paulo preparou uma série de oficinas para comemorar o Carnaval. Na terça é dia de confeccionar máscaras bem coloridas para aproveitar o último dia do feriadão.

Serviço:
Dia 28/02
Horário: 14h

Endereço: Parque do Ibirapuera – Av. Pedro Álvares Cabral, s/nº – Portão 3 – Museu de Arte Moderna de São Paulo – na escultura da aranha
Vagas ilimitadas
Entrada gratuita

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Deixar ou não o bebê chorar?

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Se você é mãe ou pai, é bem provável que já tenha ouvido alguém te aconselhar a não dar muito colo para o seu bebê, para ele não ficar “mal acostumado”. Ou para não pegar seu filho imediatamente quando ele começa a chorar, pois ele precisa “aprender a esperar”.

Esse é um dos temas mais polêmicos da maternidade: deixar ou não o bebê chorar?

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Para o pediatra espanhol Carlos Gonzalez, um dos mais conhecidos do mundo, a resposta é um sonoro “não!”. O médico estará em São Paulo para um dia inteiro de palestras no próximo sábado, dia 19. Durante o encontro, o médico vai falar sobre as necessidades afetivas da criança e sobre alimentação infantil. Clique aqui para ver a programação e consultar os valores dos ingressos.

Gonzalez é um dos maiores defensores atuais da “criação com apego”, um estilo de criar os filhos que preconiza muito contato físico e um relaxamento nas regras, proibições e imposição de limites na maternidade.

Para conhecer sua linha de pensamento, a melhor porta de entrada é o livro “Besame Mucho” (Editora Timo), lançado em 2015 no Brasil. Gonzalez acredita que nossa sociedade moderna é muito pouco tolerante às mães e às crianças, e desenvolve seu raciocínio em torno dos três grandes grupos de tabus modernos em relação à criação dos filhos:

1 – Os relacionados com o choro: é proibido dar atenção a crianças que choram, pegar-lhes no colo e dar-lhes aquilo que querem.

2  – Os relacionados com o sono: é proibido fazer as crianças dormirem no colo ou mamando, cantar ou embalá-las para que adormeçam. Também é proibido dormir com elas.

3 – Os relacionados com a amamentação materna: é proibido amamentar a qualquer momento, em qualquer lugar; ou amamentar uma criança muito crescida.

Conforme aponta o pediatra, esses tabus têm uma coisa em comum: proíbem o contato físico entre mãe e filho.

Segundo Gonzalez, em uma situação normal, quando a mãe desfruta da liberdade de cuidar do filho como julga melhor, o bebê chora pouco e, quando chora, a mãe sente pena e compaixão. Mas quando a proíbem de pegar o filho no colo e dormir com ele, amamentá-lo ou consolá-lo, a criança chora mais e a mãe vive esse choro com impotência e, em longo prazo, com raiva e hostilidade.

“Todos estes tabus e preconceitos fazem as crianças chorar e também não fazem os pais felizes. A quem satisfazem então? Talvez a alguns pediatras, psicólogos, educadores e vizinhos que os defendem? Eles não têm o direito de lhe dar ordens, de lhe dizer como deve viver a sua vida e tratar o seu filho”, defende o pediatra.

Para Carlos Gonzalez, ninguém vai “estragar” os filhos se derem muito colo a eles, os consolarem quando estiverem tristes, não importa o motivo, ou os deixarem dormir na mesma cama. Pelo contrário, essas atitudes ajudariam a criar crianças mais seguras.

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Gonzalez explica, em “Besame Mucho”, que o imediatismo é uma das características do

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O pediatra Carlos Gonzalez

choro infantil que surpreende e aborrece algumas pessoas. Afinal, basta deixar o bebê no berço que ele começa a chorar como se o estivessem matando. “Para alguns especialistas em educação, esta constitui uma característica desagradável do caráter infantil e o objetivo é vencer o seu egoísmo e teimosia , ensinar-lhe a atrasar a satisfação dos seus desejos.”, diz.

Mas o choro imediato é o comportamento que a seleção natural favoreceu durante milhões de anos, porque facilita a sobrevivência. “Numa tribo, há 100.000 anos, se um bebê separado da mãe chorasse imediatamente e a plenos pulmões, a mãe provavelmente iria buscá-lo de imediato (…) o choro do filho desencadeava nela um impulso forte, irresistível, de acudi-lo e confortar. Mas se um bebê se mantivesse calado durante quinze minutos e depois começasse a chorar baixinho e apenas chorasse a plenos pulmões ao fim de duas horas, a mãe podia encontrar-se já demasiado longe para o poder ouvir. Esse grito tardio já não teria qualquer utilidade para a sua sobrevivência”, afirma o pediatra.

Ora, um bebê é muito pequeno para saber se sua mãe vai voltar ou não quando essa sai do seu quarto e o deixa no berço sozinho. “O seu comportamento automático, aquele que herdou dos seus antepassados ao longo de milhares de anos, será começar a pensar sempre no pior. Cada vez que se separa de você, seu filho irá chorar como se a separação fosse para sempre.”, diz Gonzalez.

Tudo bem, não vivemos mais em tribos e um bebê deixado sozinho em um berço não corre o risco de ser devorado por um predador. Mas o comportamento instintivo permanece. “Quando a leitora deixa o seu filho no berço, sabe que ele não vai passar frio ou calor, que o teto o protege da chuva e as paredes, do vento, que não será devorado por lobos ou por ratos, nem picado por formigas; sabe que estará apenas a alguns metros, no quarto ao lado, e que acudirá prontamente ao menor problema”, diz Gonzalez. Mas o bebê não sabe disso, explica o pediatra, e reage exatamente como teria reagido um bebê do Paleolítico. “O seu pranto não responde a um perigo real, mas a uma situação, a separação, que durante milênios significou invariavelmente perigo”, diz.

À medida que vai crescendo, afirma o médico, o seu filho irá aprendendo em que caso a separação comporta um perigo real e em que caso não tem qualquer importância. A criança poderá ficar tranquilamente em casa enquanto a mãe ou o pai vai às compras, mas começará a chorar se estiver perdido no supermercado. “Mas não será porque você, seguindo os conselhos de um livro qualquer, lhe ensinou a adiar a satisfação de seus caprichos”, afirma Gonzalez.

É claro que existem profissionais que pensam de forma diferente e acreditam que deixar o bebê chorar no berço e não pegá-lo no colo não causa traumas ou problemas futuros. Você poder ler algumas dessas opiniões distintas aqui e aqui.

Aqui em casa sempre fomos mais adeptos da criação com apego, mesmo quando ainda não conhecia esse termo. Nunca conseguimos deixar as crianças chorando no berço, sempre nos pareceu mais natural acalentá-las quando estavam incomodadas com alguma coisa. Eu, particularmente, não acredito que um bebê de meses é capaz de fazer manha ou usar o choro para manipular os pais. Bebês gostam de contato físico, de colo, e é claro que vão pedir por isso da maneira mais eficiente como sabem se comunicar: chorando.

Até hoje, com quase três anos, meus filhos gostam muito de colo, e nós damos sempre que pedem. E nem por isso eles são crianças inseguras ou grudadas demais comigo ou com o pai. Pelo contrário, são alegres, carinhosas, espertas e bem educadas (é claro que muitas vezes desobedecem ou fazem birra e malcriações, como qualquer criança, mas acredito que sejam  emocionalmente muito saudáveis).

E você, prefere seguir qual linha de criação? Pega seu filho no colo ao menor sinal de choro ou deixa o bebê chorar um pouco para se acostumar a ficar/pegar no sono sozinho? Compartilhe suas experiências nos comentários.

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Aprenda a fazer uma saia de tule para o Dia das Bruxas

Brincar de fantasia é uma das coisas mais bacanas da infância. Incorporar personagens, inventar histórias e viver aventuras imaginárias aguça a criatividade das crianças e ajuda também na interação e desenvolvimento das habilidades sociais e emocionais.

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Datas comemorativas como o Halloween são uma ótima oportunidade para deixar a fantasia tomar conta da garotada.

Por isso, vamos ensinar como fazer uma saia de tule super fácil, sem costura, para compor uma fantasia de bruxinha.

A mesma técnica serve para fazer tutu de bailarina, fantasia de fada ou o que mais a sua imaginação quiser.

Veja o passo a passo:

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Você vai precisar de:
– Tule (usamos preto, roxo e laranja) – usamos uns 3 a 4 metros para fazer uma saia curta para uma menina de três anos. Para fazer uma peça mais longa ou volumosa que a nossa, você vai precisar de mais tecido.

Dica: não é muito fácil encontrar tule colorido. Em São Paulo, você acha nas lojas de tecido da região da 25 de Março. Se o centro for fora de mão para você, uma ótima alternativa é a loja Center Fabril, na rua Traipu, 50, Pacaembu.

– Elástico para cós (encontrado em lojas de aviamento ou de tecido). Usamos um grosso, mas pode ser um fino
– Tesoura
– Fita métrica
– Almofada

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Meça o tamanho do elástico que você vai precisar na cintura da criança. Corte um pedaço um pouco maior, para dar espaço para o nó. É melhor sobrar um pouco do que faltar. Se no final a saia ficar um pouco larga, é só soltar o nó e apertar mais.
Amarre o elástico na almofada. Ela vai servir de apoio.

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Calcule o comprimento de saia que você vai querer e corte tiras com o dobro desse tamanho.

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Corte várias tiras nas cores desejadas. Não tem um número certo. Quanto mais tiras você colocar, mas cheia e com a cor mais viva a saia vai ficar. Calculamos uma largura de uns três a quadro dedos para cada tira, mas se quiser uma peça mais delicada, pode fazer com faixas mais finas. Não se preocupe se elas não ficarem exatamente iguais no comprimento e na largura. Aliás, para a fantasia de bruxa até achamos que fica interessante deixar uma certa assimetria, com algumas tiras mais curtas entre as mais longas. Mas você pode deixar a saia mais retinha, se preferir.

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Comece a amarrar as fitas. Pegue uma delas, dobre ao meio e passe por baixo do elástico, deixando um “arco” em cima.

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Pegue as pontas, passe por dentro do arco e puxe, formando um nó.

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Vá amarrando as tiras e alternando as cores.

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Sua saia vai ficar assim. Depois de pronta, experimente a saia na criança e, se necessário, aperte ou solte o nó para ajustar. Não se esqueça de cortar as pontas do nó. Você pode também amarrar algumas tiras de cetim entre as de tule, para dar um charme a mais, e cobrir o nó com uma faixinha de cetim ou tule.

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Pronto! É só combinar a saia com um collant ou camiseta preta ou roxa e sua bruxinha está pronta para a festa. Você pode também acrescentar um chapéu e/ou uma capa.

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Programação gratuita de Dia das Crianças 2016

Semana passada demos dicas de presentes baratinhos e bacanas para mimar seus pequenos neste Dia das Crianças.

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Agora é hora de falar de eventos legais para curtir esse 12 de outubro com a garotada. Veja nossas sugestões, tudo com entrada gratuita:

1 – Os Saltimbancos
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Inspirada no conto dos irmãos Grimm “Os Músicos de Bremen”, a peça narra a história de um jumento, um cachorro, uma galinha e uma gata que, maltratados pelos respectivos donos, fogem de suas casas e formam um grupo musical.

Onde: Shopping Tietê Plaza
Horário: 14h (as senhas começam a ser distribuídas às 13h30)
Endereço:  Av. Raimundo Pereira de Magalhães, 1465 (Marginal Tietê, enter pontes Piqueri e Anhanguera)

Telefone: 3201-9000


2 – Festival de arte para crianças
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O evento, que já vem rolando desde o dia primeiro, se encerra neste Dia das Crianças com muita contação de história, show de música e até baladinha para bebês:

Maratona de Contação de Histórias – Saguão do Teatro
09h – Caru Ramos
10h – Andrea Martins
11h – Lara Hassum
12h – Mateus Monteiro
15h – As Doloridas
16h – Zenaide Paludo

13h – Disco baby – Saguão do Teatro
17h – Bandalhaços Show – Sala Sérgio Cardoso

Onde: Teatro Sérgio Cardoso
Ingressos serão distribuídos uma hora antes de cada evento
Endereço: Rua Rui Barbosa, 153, Bela Vista
Telefone: 3373-7220


3 – Brincadeiras no Shopping Morumbi
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O Dia das Crianças será comemorado no shopping  com muitas brincadeiras:
cama elástica; cama de gato; túnel com corrida de pneus; slackline, escalada, equilibrista, bambolê; dança das cadeiras; pintura de rosto; passa anel; corre cotia; rouba bandeira; chapéu no centro; queimada.

Também haverá apresentações musicais do Grupo Espaço Sambalelê às 11h, 13h,
14h30, 16h e 17h30, e um espaço baby para crianças de 0 a 3 anos com balancinhos, escorregador e piscina de bolinhas.

Onde: Shopping Morumbi
Horário: das 10h às 18h
Endereço:
Avenida Roque Petroni Júnior, 1089, Morumbi
Entrada pela
portaria C, piso térreo
Turmas de 50 crianças, a cada 30 minutos, acompanhadas de um responsável
Telefone:
5189-4805


4 – O senhor dos sonhos
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O espetáculo de teatro de bonecos conta a história de Lucas, um velho e bem-sucedido escritor que relembra os tempos de sua infância quando era um menino criativo, engraçado, simpático e sonhador. Com a Cia. Truks.

Onde: Biblioteca do Parque Villa Lobos
Horário: Das 16 às 17 horas (necessário retirar senhas com 30 de minutos de antecedência)
Endereço: Av. Prof. Fonseca Rodrigues, 2001 e Av. Queiroz Filho, 1205
* Aconselho entrar pela Av. Queiroz Filho, o estacionamento é mais tranquilo
Telefone: 3024-2500