Retinoblastoma pode causar cegueira se não for detectado a tempo

Imagem de Marc B por Pixabay

Dia 18 de setembro é o Dia Nacional de Conscientização e Incentivo ao Diagnóstico Precoce do Retinoblastoma. Na semana passada um vídeo do apresentador Thiago Leifert viralizou em grupos de whatsapp – é bem possível que você tenha recebido esse vídeo de algum amigo. Na gravação, ele divulgava uma campanha de conscientização sobre o retinoblastoma, um tumor ocular que acometeu a sua filha de dois anos, e alertava sobre um sinal de alerta para detectar a doença.

O retinoblastoma é um tumor que se desenvolve na retina, estrutura responsável por detectar a luz e enviar essa informação para o cérebro para podermos enxergar. Segundo dados do Ministério da Saúde, há uma média de 400 casos por ano no Brasil da doença, que representa cerca de 4% dos tumores infantis. Se não detectada e tratada, pode causar cegueira e até morte.

Mas, quando diagnosticada precocemente, há uma chance de 90% de cura. Segundo Luis Claudio Guillaumon, oftalmologista nos Hospitais Dia Campo Limpo e M’ Boi Mirim e no AME Carapicuíba, gerenciados pelo CEJAM – Centro de Estudos e Pesquisas “Dr. João Amorim”, em parceria com as Secretarias Municipal e Estadual da Saúde de São Paulo, o rápido diagnóstico da doença permite um tratamento menos agressivo, preservando a visão e aumentando as chances de cura.

Por isso, é preciso estar atendo aos primeiros sinais da doença, que geralmente aparece até no máximo os cinco anos de vida da criança. O principal, presente em até 90% dos casos, é um reflexo branco que aparece nas pupilas quando em contato com a luz. Por isso, é importante que pais, cuidadores e parentes das crianças fiquem atentos a manchas brancas nos olhos que possam aparecer em fotos dos pequenos.

Quando a luz passa normalmente pela pupila o reflexo costuma ser vermelho. “A cor branca pode indicar que algo está impedindo a passagem da luz. No caso do retinoblastoma, é o tumor, diz Marcelo Cavalcante Costa, oftalmologista e especialista em retina infantil da Maternidade São Luiz Star e membro do departamento científico de oftalmologia da Sociedade de Pediatria de São Paulo. Uma dica é tirar fotos com flash do rosto da criança e observar se o olho reflete a pupila branca. 

Outros sintomas possíveis do retinoblastoma são estrabismo, fotofobia (sensibilidade extrema à luz) e vermelhidão.

O tratamento depende do caso, mas pode envolver recursos terapêuticos como quimioterapia, radioterapia, laserterapia, crioterapia, termoterapia e cirurgia.

Para todas as crianças, é fundamental a aplicação do “teste do olhinho”, que é instituído por lei em diversas cidades e estados do País e deve ser feito logo que o bebê nasce ou na primeira consulta de acompanhamento. É um exame simples, indolor e não invasivo.

Há também o “teste do olhinho ampliado”, que é oferecido em algumas maternidades e é mais completo, capaz de diagnosticar inclusive o retinoblastoma. Mas esse teste não é obrigatório para bebês saudáveis, nascidos a termo e sem alterações no teste do olhinho tradicional. O mais importante é que todas as crianças sejam levadas para consultas oftalmológicas preventivas, de preferência nos primeiros seis meses de vida, e no máximo até completar um ano.

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