Dicas de viagem para o Rio de Janeiro com crianças – Parte 1

O Rio de Janeiro pode não parecer o destino mais óbvio quando pensamos em viagem com crianças, mas é um lugar muito bom para ir com os pequenos.

Essa sugestão de roteiro foi pensada para quem ainda não conhece o Rio, então incluímos aqueles passeios bem clichê, mas que achamos que tem que conhecer pelo menos uma vez na vida!

Leia a segunda parte das nossas dicas de Rio de Janeiro

A primeira dica de todas é: caso você vá de avião, coloque um alerta no Google Flights para monitorar preços de passagens e comprar quando estiver num preço bom.

Segunda dica: hospedagem. Optamos por ficar em Ipanema por ser um bairro gostoso de andar a pé, com várias opções de restaurantes, farmácias, mercados e por ser próximo à praia. Porém, os hotéis por lá são bem caros na alta temporada. Por isso, escolhemos um apartamento no Booking, o Spot Ipanema C011. Nosso apezinho era minúsculo, mas valeu pelo preço e por ter uma (micro) cozinha para podermos preparar um lanche ou refeição simples.

Agora, vamos aos passeios. Começando pelos mais tradicionais de todos: Cristo Redentor e Bondinho do Pão de Açúcar.

Cristo Redentor

Foto: Juliana Tiraboschi

Você pode subir ao Cristo de trenzinho ou de van. Nós fomos de trenzinho, pois achamos que seria mais divertido e uma experiência diferente. 

O trenzinho está custando, hoje, dia 11 de junho, R$ 122,50 aos fins de semana e R$ 97,50 durante a semana. Em julho, que é alta temporada, custa o preço mais alto em qualquer dia. Crianças pagam R$ 67 em qualquer data. Esses valores incluem transporte pelo trem e acesso ao monumento.

Sim, o ingresso é bem caro, mas acho que pelo menos uma vez na vida vale a experiência de pegar esse trem. Ah, compre os ingressos com antecedência no site tremdocorcovado.rio, se não você vai ter que pegar duas filas no local, uma na bilheteria e outra no embarque. 

A estação de embarque para o trem fica na rua Cosme Velho, 513, em frente à Igreja São Judas Tadeu. De Ipanema até lá o uber sai por cerca de R$ 22.

Para quem prefere ir de van, o ingresso custa a partir de R$ 101,50 por pessoa (R$ 71 para crianças entre 5 e 11 anos) e você pode sair de dois pontos: do Largo do Machado ou de Copacabana. Ingressos no site vansdocorcovado.com.br.

Atenção: não dá para ir de carro particular, táxi ou Uber até o topo do morro do Corcovado. Só é possível subir de carro até o Centro de Visitantes Paineiras-Corcovado, uma estação que fica no meio do caminho até o Cristo. De lá, o visitante pega uma van para concluir a subida (R$ 56,50 adulto e R$ 26 criança). Se optar por essa alternativa, vá de táxi ou Uber, pois não dá para estacionar por lá.  

Dica importante: leve um casaquinho ou jaqueta, mesmo se for no verão, pois lá em cima venta bastante. No dia em que fomos estava ventando MUITO, o que acrescentou emoção ao passeio (as crianças amaram ficar correndo fingindo que estavam voando). Aliás, é bom sempre ter uma blusinha de manga comprida em qualquer passeio no Rio, por conta do ar condicionado. Se você for calorento, talvez possa dispensar essa dica., mas eu levei blusa pra todo lado.

Lá em cima aprecie e escultura do Cristo e a vista maravilhosa da cidade. Há alguns quiosques com comidinhas e bebidas.

Como nós fomos nas férias de julho, a atração estava bem cheia, mas as filas eram bem organizadas. Uma dica: na hora de descer, a fila para pegar o trem estava bem grande. Quando o trem está quase cheio, os funcionários passam pela fila perguntando se alguém topa ir de pé, depois que as cadeiras já foram ocupadas. Como teríamos que esperar na fila em pé por pelo menos mais meia hora até o próximo trem livre, optamos por ir de pé mesmo e chegar antes lá embaixo. Fique atento a essa possibilidade.

Uma sugestão: acho que seria muito legal se fizessem um mini museu lá no Corcovado contando mais da história do Cristo, com fotos mostrando a sua construção etc. Existe um painel com uma linha do tempo que conta a história do monumento, mas senti falta de saber mais. Por exemplo, uma história muito curiosa é que, na época de sua montagem (a escultura foi produzida pelo artista polonês Paul Landowski na França e enviada desmontada de navio até o Rio) diversas mulheres da cidade foram convocadas para colar centenas de milhares de pedacinhos de pedra sabão em placas de papel, que depois eram enviadas ao Corcovado para serem aplicadas na estátua.

Para quem quiser saber mais, recomendo o documentário “De Braços Abertos”, da cineasta Bel Noronha, que é bisneta de Heitor da Costa e Silva, engenheiro que liderou todo o projeto do Cristo, desde a concepção até a instalação do monumento. O filme está disponível em vários streamings: Amazon Prime, Apple TV, Looke ou no Bretzplay (nesse último dá para alugar por apenas R$ 5). Veja um trailer aqui.

Pão de Açúcar

Foto: Juliana Tiraboschi

Continuando nossa viagem pelo Rio de Janeiro, nosso segundo passeio também é um clássico do turismo no Rio: o bondinho do Morro do Pão de Açúcar. 

Esse também é um daqueles passeios imperdíveis: se você for ao Rio, tem que viajar no bondinho pelo menos uma vez na vida (ok, ninguém tem que nada, mas recomendamos fortemente).

O bondinho sai de uma estação que fica no bairro da Urca. Os ingressos são vendidos no site oficial (bondinho.com.br) e custam R$ 160 por adulto, mas brasileiros ou moradores do Brasil pagam R$ 140. Crianças e jovens entre 3 e 21 anos pagam metade do ingresso cheio (R$ 80), assim como outras meias entradas previstas na lei (idosos, PCDs, professores da rede pública municipal etc). Compre online para evitar a fila da bilheteria no local. 

Ah, moradores do Rio e Grande Rio também pagam meia entrada (R$ 80), é a opção Carioca Maravilha no site.

No dia em que fomos o local estava bem cheio (era um sábado, faça diferente de nós e tente ir durante a semana), mas as filas até que não demoraram muito. 

O bondinho faz duas paradas, uma no Morro da Urca e outra no morro mais alto, o Morro do Pão de Açúcar. Você pode ficar o tempo que quiser em cada parada. A primeira, no Morro da Urca, é a mais interessante. Além da vista incrível, claro, o complexo conta com lojas, lanchonetes, quiosques de drinks etc. Recomendo tomar um sorvete no quiosque da Sorvetes Itália. Lá também há um pequeno parquinho para crianças. Também dá para chegar ao Morro da Urca por uma trilha, que começa na pista Claudio Coutinho, Praia Vermelha, e acessar essa primeira parada gratuitamente (não fizemos, mas li por aí que a subida é de nível fácil e dura entre 30 a 40 minutos).

Na segunda parada também existe uma lojinha, lanchonetes, restaurante e um bosque. Almoçamos no restaurante Clássico Sunset Club. A comida estava boa e a vista de lá é linda, mas demorou bastante para chegar. Recomendo se não estiver com muita pressa. 

Outra dica: leve suas garrafinhas de água e aproveite para reabastecê-las nos bebedouros espalhados pelo local. 

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