Criança não gosta de meditar? Desvende mitos sobre o assunto

Kids photo created by freepik – www.freepik.com

Já está virando algo batido falar que a pandemia do coronavírus deixou as crianças mais estressadas, ansiosas, irritadas e entediadas. O isolamento social, o medo da doença e o aumento enorme da exposição ao conteúdo online, seja na forma de aulas à distância, seja no consumo de games, vídeos e conversas com os amigos, está deixando crianças e adolescentes com a mente inquieta, com mais dificuldade de concentração.

Uma das estratégias mais buscadas pelas pessoas que querem acalmar a mente é a meditação. Mas muita gente ainda acha que essa atividade não é para crianças e adolescentes, que ela é muito difícil, que eles vão se entediar ou não se interessar pela prática.

Mas isso não é necessariamente verdade. Para a psicóloga Michele Santiago, do Marista Escola Social Irmão Lourenço, a meditação pode e deve ser praticada também pelos pequenos. “Meditar pode ajudar as crianças e adolescentes a concentrarem-se melhor para processar os seus pensamentos e sentimentos. Isso os ajuda a descansar a mente e auxilia no desenvolvimento emocional”, diz.

Além de acalmar a mente e promover o relaxamento, para a psicóloga a meditação também é uma oportunidade de estabelecer um vínculo entre os membros da família, que podem praticar juntos, compartilhar suas experiências e dividir o que sentiram durante as suas práticas.

Veja quais são alguns dos mitos mais comuns sobre meditação e por que eles não são verdade:

Mito 1 – É preciso deixar a mente livre de pensamentos na meditação

Segundo Michele, esvaziar a mente completamente é impossível. O que acontece é que, praticando meditação, exercita-se o hábito de observar os pensamentos como se fossem nuvens de passagem, sem tentar controlá-los ou bloqueá-los. “Assim, é possível liberar o estresse e relaxar a mente e o corpo, o que torna mais fácil pensar com clareza”, afirma.

Mito 2 – Para meditar, é preciso ter um estilo de vida zen

A meditação é para todos. “Qualquer pessoa que esteja interessada em seus benefícios pode inseri-la em sua rotina e, com disciplina, vai começar a senti-los”, diz Michele. A psicóloga também alerta que não é preciso dedicar horas para a atividade: poucos minutos por dia são suficientes para criar o hábito. 

Mito 3 – As crianças e os adolescentes não vão se interessar 

Apresente a ideia aos seus filhos como algo acessível e leve. Dê o exemplo, propondo que vocês façam uma meditação guiada ou um exercício de respiração juntos.

É importante explicar que os efeitos da meditação podem ser sentidos de formas diferentes dependendo da idade das crianças, já que diferentes faixas etárias enfrentam desafios distintos. “Para as crianças, que se deixam levar pela força de suas emoções mais facilmente, meditar ajuda a dormir melhor e estabelecer interações sociais melhores”, diz Michele. “Já para os mais velhos, que sentem muita pressão social para serem aceitos, a prática traz uma sensação de segurança e estabilidade que é muito importante nessa fase”, afirma a psicóloga.

É possível encontrar práticas de medicação no YouTube e em plataformas de áudio, como o Spotify.

Deixe uma resposta