Como proteger as crianças do sol no verão

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Depois de um início de ano com a temperatura amena para a época, o sol apareceu com tudo e é preciso saber qual é a maneira ideal de proteger as crianças da ação nociva da radiação solar.

Tomar sol em horários adequados e por curtos períodos é saudável, sim. Mas, no verão, o sol forte nos obriga a tomar mais cuidado com essa exposição

Conversamos com a médica Isabela Forni, residente em pediatria pela Universidade de São Paulo e autora do site Eludicar, sobre cuidados com as crianças, para saber como oferecer uma proteção adequada:

1 – Exemplo é tudo
Não adianta muito insistir para seu filho usar o protetor se você mesmo não faz isso. É importante que a criança veja os pais também usando filtro solar. Minha filha detesta passar o protetor no rosto. Uma estratégia que tenho adotado é pedir para ela ajudar a passar o filtro em mim. Ela se distrai e eu passo nela.

O ideal é que todos, crianças e adultos, adquiram o costume de usar protetor solar todos os dias, mesmo que a exposição seja curta, como fazer uma caminhada rápida na rua ou ir até algum lugar de carro (sim, você pega sol no carro também).

É importante envolver a escola também, principalmente para aquelas crianças que estudam em período integral. Pergunte se as professoras aplicam o protetor antes de atividades ao ar livre.

2 – Envolva a criança no processo
Leve-a na farmácia e deixe que ela escolha o protetor (dentre aqueles que você já pré-selecionou). Deixe que ela leve o filtro na própria mochila, ela vai se sentir responsável por aquilo.

3 – Múltiplos recursos
Filtro não é o único produto do qual você pode lançar mão para cuidar da pele dos seus filhos. Proteção solar é um conjunto de fatores: horário de exposição, uso de roupas apropriadas e uso de boné (os melhores são os com aba) ou chapéu também devem ser considerados.

4 – Foto proteção é investimento
Protetor solar, camisetas com proteção UV, bonés e chapéus… tudo isso custa dinheiro. Mas pense nesses gastos como investimentos. Os resultados serão vistos lá na frente.

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5 – Criança pequena, cuidado redobrado
Quanto mais nova, mais sensível é a pele. É preciso tomar cuidado não só em momentos como a ida à praia ou a brincadeira no parque, mas em todas as atividades do dia a dia.

Bebês menores de seis meses não devem usar filtro solar. Nesse caso, a proteção deve ser feita apenas com barreiras físicas (roupas, chapéu etc) e, obviamente, deixá-los na sombra. Na minha opinião, o melhor mesmo é nem levar os bebês dessa idade à praia ou piscina. Você vai ter a vida toda para curtir esse lazer com os pequenos.

Entre seis meses e dois anos deve-se usar um protetor infantil, certificado pela Anvisa. A partir dos dois anos, até pode-se usar um filtro de adulto, mas o melhor mesmo é continuar com os próprios para a idade (de preferência os resistentes a água). E use sempre fator acima de 30. Queimaduras aumentam o risco de desenvolver câncer de pele ao longo da vida, então todo cuidado é pouco.

6 – Aplicação faz toda a diferença
A primeira regra do uso do filtro solar é aplicá-lo com antecedência mínima de 15 minutos antes de se expor ao sol e 30 minutos antes de entrar na água. Deixe a criança pelada e passe no corpo todo. Atenção para os lugares que costumam ser esquecidos: orelhas; nuca; ombro; rosto todo (não só na “zona T”, ou seja, testa e nariz) e pés. Passe duas camadas para uma distribuição mais homogênea.

Reaplique a cada duas horas ou após imersão na água, mesmo os que são à prova d’água ou que a embalagem diga que duram mais tempo que isso.

7 – Olho no relógio
Assim como para os adultos, o horário mais adequado para se expor ao sol é antes de 10h e depois das 16h (11h e 17h, no horário de verão). Siga a “regra da sombra”: se a sua sombra estiver menor do que a sua altura, não é um bom horário para tomar sol.

8 – Na dosagem certa
Não adianta nada você seguir todas as recomendações e usar uma quantidade insuficiente de filtro solar. Aplique o protetor generosamente ou em duas camadas, para cobrir todo o corpo.

Para os adultos, essas são as dosagens recomendadas pela Sociedade Brasileira de Dermatologia (não precisa colocar o protetor em uma colher, mas dá para ter uma noção com essas medidas):

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Fonte: Consenso Brasileiro de Fotoproteção, da Sociedade Brasileira de Dermatologia

Rosto e pescoço – 1 colher de chá
Peitoral e costas – 2 colheres de chá
Braço e antebraço – 1 colher de chá para cada
Perna – 2 colheres de chá cada

9  – Tipos de filtros
Evite usar os filtros aliados a repelentes de insetos. O tempo de reaplicação de cada produto é diferente e a eficácia desse tipo de protetor é menor. Se necessário, passe o filtro solar, espere 15 minutos e aplique o repelente. Os filtros em spray são menos eficientes do que os cremes.

Fotos: Juliana Tiraboschi / Todos os direitos reservados

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