Empresa cria produtos para ajudar no desenvolvimento de crianças autistas

Uma das grandes dificuldades do autista é reconhecer as emoções – as próprias e as de outras pessoas. A partir dessa dificuldade, vivenciada pelo filho autista Érico, hoje com 11 anos, a advogada Cristiane Carvalho, 39 anos, teve a ideia de desenvolver pulseiras de silicone que ajudassem as crianças com o transtorno a reconhecerem as emoções com mais clareza e criou, em 2016, a marca TeraPlay de brinquedos terapêuticos. O dia de hoje, 2 de abril, é o Dia Mundial de Conscientização do Autismo.

A partir daí, Cristiane desenvolveu outros tipos de braceletes e o livro “Faísca Explica as Emoções”, um guia que aborda situações corriqueiras sob a ótica de Faísca, um cachorro esperto que ajuda seu dono a lidar com emoções e sensações como tristeza, alegria, tranquilidade, raiva, medo e cansaço

A obra é acompanhada de um manual, elaborado junto com o psicólogo Renato Gallo, que traz informações sobre reconhecimento e gerenciamento de emoções e dá dicas de como aproveitar melhor o livro. O manual pode ser baixado gratuitamente no site da TeraPlay.

Hoje o portfólio da TeraPlay conta com outros produtos, como o bracelete “relax”. Ele traz, de um lado, os números de 1 a 10 em alto relevo. Quando a criança está irritada, ela pode ir passando os dedos pelas bolinhas e ir contando os números para se acalmar. O outro lado da pulseira tem desenhos de flores e velas. A ideia é exercitar a respiração, “cheirando” as flores, para inspirar o ar, e “soprando” as velas, para expirar

O bracelete “tudo bem” é mais simples e intuitivo. Ele serve para os momentos em que a comunicação verbal não é possível ou não é efetiva. Se está tudo bem, a criança deixa a pulseira do lado verde. Se ela precisa de alguma ajuda ou quer ser deixada em paz, ela pode virar o acessório do lado vermelho. Os próprios cuidadores podem virar o bracelete do lado vermelho caso percebam os primeiros sinais de irritação, para sinalizar para o usuário que ele deve fazer algo para voltar a ficar tranquilo.

Já os “dados da emoção” ajudam as crianças e adolescentes autistas a treinar a identificação de emoções e sensações.

Segundo Cristiane, um pouco de educação emocional não faz mal a ninguém. “Pelo contrário, só enriquece a experiência da vida”, afirma. Aqui no blog concordamos com a afirmação da advogada e empresária. Testamos os produtos da Tera Play e constatamos que eles são interessantes também para crianças não autistas.

Dei os braceletes nas mãos dos meus filhos e eles se interessaram muito pela novidades. Perguntaram para que serviam, ficaram brincando de nomear as emoções e de contar os números.

Eles também adoraram o livro do Faísca.

Crianças pequenas muitas vezes têm dificuldades em expressar suas próprias emoções de maneira satisfatória para elas, ou de interpretar as dos outros, então produtos que as ajudem a reconhecer e lidar com essas sensações podem ser úteis para o público infantil em geral.

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