Aplicativo ajuda a organizar gestação e fazer escolha consciente sobre parto

Quando uma mulher engravida pela primeira vez, ela se depara com uma enxurrada de informações e muitas, muitas dúvidas. São questionamentos sobre alimentação, sobre quais medicamentos e cosméticos são vetados durante a gravidez, como montar o enxoval, quais exames e vacinas são essenciais e, talvez, a questão mais problemática de todas: como vai ser o tipo de parto?

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Quem tem alguma familiaridade sobre o assunto sabe que hoje em dia a taxa de cesáreas no Brasil é uma das mais altas no mundo e que encontrar um obstetra que seja verdadeiramente amigo do parto normal não é uma tarefa das mais fáceis.

Foi para aplacar as principais dúvidas das gestantes e fornecer informações confiáveis sobre tipos de parto que o médico de família Gustavo Landsberg criou o aplicativo Canguru, que já reúne mais de 300 mil cadastros e que está lançando um portal de conteúdo, com textos sobre saúde da gestante e do bebê, entre outros assuntos. Pelo aplicativo, gratuito, a gestante pode publicar perguntas para outras usuárias responderem e organizar seu calendário de consultas, exames e vacinas. 

A empresa também vai lançar, nos próximos dias, o Canguru Tranquilidade, um plano que dará acesso a chats diretos com enfermeiras obstetrícias, além de oferecer ferramentas de avaliação de risco personalizada e de planejamento de parto. O plano custará a partir de R$ 49 mensais.

O aplicativo também tem sua versão profissional, o Canguru Pro, em que médicos podem acessar as informações sobre a gestação de suas pacientes, caso elas sejam usuárias da ferramenta.

Segundo Landsberg, seu ideal era oferecer às grávidas uma ferramenta que pudesse acompanhar a gestação e mostrar para as futuras mães que o parto normal é seguro na maioria dos casos. Hoje a taxa de cesáreas no Brasil gira em torno de 55%, quando o índice considerado ideal pela Organização Mundial da Saúde é de até 15%. Entre as usuárias do aplicativo, a taxa de parto normal é de 60%.

O médico defende a divulgação de informações sobre o que é uma cesariana bem indicada, quais são os riscos e benefícios desse procedimento e quais complicações podem acontecer quando a cirurgia é realizada sem real necessidade.

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“O mais interessante do aplicativo é o empoderamento que ele proporciona. Quando as gestantes têm informações curadas, podem tomar uma decisão mais consciente”, diz o ginecologista e obstetra Eduardo Cordioli, gerente médico de telemedicina do hospital Albert Einstein. Outro aspecto positivo do app, segundo Cordioli, é servir como uma carteirinha de pré-natal digital, que pode ser levada para qualquer lugar. Se a gestante tem alguma emergência, precisa ir para o hospital e está sem sua carteira do pré-natal, a equipe que a atender pode acessar as informações sobre o desenvolvimento da gravidez pelo aplicativo.

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