Entrevista da psicóloga Tovah Klein para a revista Crescer, assinada por Juliana Tiraboschi, alerta: mudanças de comportamento em pré-adolescentes podem estar ligadas ao que eles fazem no ambiente digital, e isso precisa ser observado com atenção pelos pais.
O texto explica que, quando o filho “não parece ele mesmo”, ou seja, mais irritado, isolado, ansioso ou com alterações de humor, esse pode ser um sinal de que algo online está impactando seu bem-estar. Nesses casos, a orientação não é vigiar de forma invasiva, mas abrir diálogo e perguntar, com interesse genuíno, o que ele tem feito na internet.
A especialista destaca que o mundo digital pode expor crianças a conteúdos inadequados, interações negativas ou até situações de risco, e muitas vezes elas não sabem lidar sozinhas com isso. Por isso, o papel dos pais é se manter próximos, criando um ambiente de confiança para que o filho se sinta seguro em compartilhar experiências.
A reportagem reforça que a chave não é proibir ou controlar excessivamente, mas acompanhar, conversar e estabelecer limites saudáveis — entendendo que o comportamento offline muitas vezes reflete o que está acontecendo online.
Fonte: Revista Crescer
