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Livro pode ajudar no sono das crianças

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Fórmula mágica para fazer as crianças dormirem nós sabemos que não existe. Mas recursos que ajudam a relaxar os pequenos e fazê-los pegar no sono com mais facilidade são sempre bem-vindos, concorda?

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Um desses recursos são livros, sendo que o mais conhecido deles é o título “O Coelhinho Que Queria Dormir”, do terapeuta Carl-Johan Forssén Ehrli, que foi lançado no Brasil no final de 2015. O autor promete “ajudar os adultos a conduzirem as crianças a um estado de relaxamento que vai ajudá-las a adormecer com tranquilidade”. Mas e aí, ele cumpre essa promessa?

Segundo o pediatra Gustavo Moreira, do Instituto do Sono, o livro ajuda sim, desde que usado da forma correta.

Para o médico, nós vivemos uma vida mais atribulada hoje em dia, com muitas atividades e a agenda cheia de compromissos. Muitos pais e mães chegam tarde do trabalho em casa, e as crianças acabam também indo dormir mais tarde. A ideia por trás desse tipo de livro “para dormir” é ajudar a reduzir essa agitação e relaxar.

“Depois que escurece, o ideal é fazer atividades mais tranquilas”, diz Moreira. Isso inclui algo que pode ser um desafio para algumas famílias: manter televisão e outros eletrônicos longe das crianças, já que a luz inibe a produção da melatonina, hormônio relacionado ao sono.

Segundo o pediatra, o horário ideal para crianças de até 12 anos irem se deitar é no máximo até às 21h, já que entre 19h e 21h geralmente sentimos uma sonolência, e depois desse horário entramos no que se chama de “zona proibida do sono”, que é quando o organismo fica alerta novamente. Ou seja, o ideal é começar um ritual do sono entre 20h e 20h30. Esse ritual pode incluir apagar as luzes, colocar uma música suave, tomar um banho relaxante e ler histórias.

É aí que entram como opção os livros como o “O Coelhinho Que Queria Dormir”, que trata de um coelho chamado Roger que tem dificuldades para pegar no sono. Ele então parte em busca do “Senhor dos Bocejos”, um mago que pode ajudá-lo a dormir.

Para quem quiser experimentar essa tática, primeiro é preciso ler todas as instruções de leitura contidas no livro, já que a maneira como o texto é lido faz toda a diferença para a magia acontecer. O segredo é que algumas palavras destacadas no texto devem ser faladas com mais ênfase, enquanto outras devem ser lidas mais vagarosamente. Outra sacada é incluir alguns bocejos de quem está lendo e adicionar o nome da criança no meio do texto. “Se você ler como você narra uma partida de futebol, a criança não vai dormir”, brinca Moreira. É preciso falar muito pausadamente, com uma voz monotônica, e seguir as orientações do autor para atingir o estado de relaxamento buscado.

Se a leitura não funcionar da primeira vez, não desista. Às vezes é preciso repetir o ritual por vários dias seguidos para que ele comece a fazer efeito.

Aqui em casa eu testei a leitura do livro do coelhinho por alguns dias. Nos primeiros, senti que não ajudou muito. As crianças não prestaram muita atenção e queriam ficar olhando as figuras do livro. Mas, em algumas noites, eles ficaram quietos ouvindo a história e acredito que a leitura tenha auxiliado no relaxamento, sim.

Não sei se o relaxamento foi efeito da leitura desse livro específico ou se eles teriam dormido com qualquer outra leitura, como já aconteceu várias outras vez. Mas acho que vale experimentar, principalmente com crianças que demoram para dormir. Pretendo testar o livro do coelho mais algumas vezes.

Outra orientação que o pediatra Gustavo Moreira dá é ensinar a criança a dormir sozinha, seja no berço ou na cama. A dica é colocar a criança ainda acordada cama e treiná-la a dormir sem qualquer elemento do qual ela possa precisar se ela acordar durante a noite, como a mamadeira, o colo ou ser ninada. Você pode cantar uma música, ler uma história, mas mantendo a criança na própria cama até ela pegar no sono.

Confesso que aqui em casa não conseguimos seguir essas orientações. Já houve uma época em que meus filhos pegavam no sono mamando (primeiro no peito e depois com a mamadeira) e hoje vivem dormindo no nosso colo (o que eu acho um momento super gostoso, na verdade). Quando acordam à noite, se não conseguimos acalmá-los na cama acabamos trazendo-os para dormir com a gente. E tem aqueles dias em que a criança simplesmente não pega no sono, não importa o que você faça, e acaba indo dormir às 23h da noite. Acho ótimo quem consegue ensinar a criança a dormir sozinha e cedo, mas não é sempre que esse esquema funciona na minha família. Mas isso é assunto para outro post.

E você, tem algum ritual que te ajuda a colocar as crianças para dormir?

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Dicas para fazer a transição do berço para a cama

berço para cama

Como eu falei em um texto anterior, o período que vai dos dois aos três anos é cheio de mudanças na vida de uma criança. Geralmente é com essa idade que a fala se desenvolve bastante, que a criança deixa de usar fralda e, muitas vezes, larga a chupeta e a mamadeira.

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Também é mais ou menos nessa idade que as crianças costumam deixam o berço e passam a dormir na cama. Veja nossas dicas de como passar por mais essa mudança da forma mais tranquila possível.

– Se você, que está lendo esse texto, ainda está grávida, considere comprar um berço que se transforma mais tarde em mini cama. Existem vários modelos desse tipo no mercado. Nós optamos por ele porque assim estendemos a vida útil do móvel. As mini camas poderão ser usadas até uns cinco anos, mais ou menos, dependendo do tamanho da criança.

– Se você vai comprar um móvel novo, você pode optar ou por uma mini cama, ou por uma cama de solteiro normal. A mini cama ocupa menos espaço, é mais aconchegante e aproveita o mesmo colchão do berço. Já a cama de solteiro pode ser uma boa opção para crianças muito grandes e vai ser aproveitada por muitos anos. Vai depender do seu gosto e necessidade.

– Não tem idade certa para passar para cama. Geralmente os pais fazem isso quando percebem que a criança é capaz de saltar do berço e está colocando sua segurança em risco. Fique atento aos sinais e faça a mudança antes que um acidente aconteça. Foi isso o que aconteceu aqui com meus gêmeos de dois anos e cinco meses. Começamos a perceber que eles estavam ameaçando escalar as grades (principalmente o menino, que é maior), então achamos melhor fazer logo a transição.

– Antes de trocar o berço pela cama, avise a criança sobre o que você vai fazer com alguns dias ou semanas de antecedência. Converse bastante, explique que ela está crescendo e vai precisar de mais espaço. Repita essas informações várias vezes. De jeito nenhum faça a transição do dia para a noite, sem avisar antes.

– Considere começar a transição em um fim de semana. Pode ser que seu filho estranhe a nova cama e acorde durante a noite, ou chore, e vai ser mais fácil lidar com essa situação se você não tiver que acordar cedo para trabalhar no dia seguinte.

– Escolha uma cama com proteção ou compre grades móveis para garantir que a criança não caia.

– Geralmente a criança demora uns dias para perceber que agora ela pode sair da cama sozinha. Aqui a situação é curiosa: faz um mês que fizemos a transição e o menino já sai sozinho quando acorda de manhã. Já a menina não, sempre que ela acorda ela nos chama para tirá-la da cama. É importante deixar o caminho livre de objetos perigosos e lembrar que seu filho pode ficar à solta pela casa sem você perceber. Por exemplo, deixe a porta dos banheiros trancadas, tomadas protegidas e gavetas trancadas ou com travas, se você ainda não tomou essas medidas na sua casa.

– Tenha paciência se a criança ficar saindo da cama toda hora. Coloque-a de volta, converse, mas sem se alterar. Se ela perceber que esse comportamento chama muito a atenção dos pais (seja de forma positiva ou negativa), ela tende a querer repeti-lo.

– Se a transição estiver difícil, vale tentar deixar a cama mais atraente. Coloque os bichos de pelúcia favoritos na cama, ou compre roupas de cama de personagens dos quais seu filho gosta. Ou leve a criança para ela mesma escolher seus novos lençóis.

Foto: Juliana Tiraboschi / Todos os direitos reservados